Brasil

Agricultura libera pesca de lagosta e camarão no Nordeste

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento decidiu voltar a liberar, a partir do dia 1/11 a pesca de camarões, mariscos e lagostas vindos de praias do Nordeste, mesmo com a contaminação de petróleo nas praias atingidas

diario da manha
Foto: Reprodução

Mesmo com a contaminação de petróleo nas praias atingidas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento decidiu voltar a liberar a pesca de camarões, mariscos e lagostas vindos de praias do Nordeste. De acordo com o comunicado, a pesca industrial estará liberada a partir do dia 1º de novembro.

Na última terça-feira (29/10/2019) o Ministério da Agricultura havia publicado no Diário Oficial da União (DOU) a suspensão das atividades de pesca no litoral nordestino entre 1º e 30 de novembro. Mas no dia seguinte, na última quarta-feira (30/10) recuou da decisão.

Na tentativa do governo de tentar minimizar os efeitos de derramamento de petróleo em praias brasileiras a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tranquilizou os pescadores, ao afirmar que o governo federal fará o pagamento pelos dias que eles não puderam trabalhar. 

Contaminação

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e de Recursos Renováveis (IBAMA), informou que ao menos 249 municípios de nove estados nordestinos tiveram suas praias atingidas pel derramamento de óleo cru que contaminou mar, rios e até manguezais deixando um prejuízo ecológico ainda desconhecido.

Na noite da última quarta-feira (30), o governo informou que só em Pernambuco a substância atingiu 47 praias e oito rios do estado.

A vice-diretora do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ (Coppe), Suzana Khan Ribeiro, vê com preocupação a demora com a qual o governo tem reagido às tragédias ambientais

“No caso do vazamento do óleo houve uma demora muito grande para se tomar uma atitude. Quando começaram a aparecer as primeiras manchas houve uma série de teorias conspiratórias do governo para achar de quem era a culpa, enquanto poderiam ter partido para a ação”, acredita a professora.

Até agora não foram identificados os culpados pelo imenso desastre ambiental, que teve início em setembro deste ano.

Com informações do G1 e Valor Econômico

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