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Wassef diz que ama Bolsonaro e que hospedou Queiroz por ser "um ser humano diferente"

diario da manha

Frederick Wassef, ex-advogado da família Bolsonaro, comentou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo sobre ter acolhido em sua casa Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro. Frederick afirmou também que ama o presidente, sempre foi leal a ele e que não é o homem-bomba que vai implodir o governo.

“Não sou bomba coisa nenhuma. Sou leal, amo o presidente. Se realmente falasse todos os segredos que sei do presidente Bolsonaro, se eu pudesse falar tudo que sei dele, da nossa relação dos últimos seis anos, sabe qual seria a consequência? Bolsonaro eleito em primeiro turno em 2022”, disse.

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Ao ser perguntado sobre por que a família de Jair não teria tomado a iniciativa de acolher Fabrício Queiroz, já que o considera inocente, respondeu: “O fato fala por si. A família fez uma opção. Deu o escândalo, eles cortaram relações e falaram: ‘Vamos esperar isso ser apurado. Quando se resolver, [vemos] se volta a falar [com ele]’.”

Wassef afirmou que apenas hospedou Queiroz enquanto este era procurado pela Polícia Federal (PF) por se solidarizar com a luta do ex-assessor contra o câncer, pois também já enfrentou a doença quatro vezes. “Sou uma pessoa que passou os últimos dez anos sofrendo em hospital, tive quatro cânceres, duas quimioterapias horrorosas. Passei dez anos de muita dor e sofrimento. Sou um ser humano diferente. Tenho uma sensibilidade especial à pauta câncer, saúde, ajuda ao próximo”, afirmou à Folha.

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“Não falei que sou diferente da família. Sou diferente de todas as pessoas. Quem passou dez anos sofrendo em hospital com quatro tipo de cânceres, viu a morte de perto… Uma pessoa dessa se torna diferente de qualquer pessoa”, explicou logo a seguir.

Frederick Wassef diz que o amigo de Bolsonaro foi no mínimo descuidado ao participar de festas, almoços e levar estranhos para a casa de Atibaia sem o seu conhecimento, que não permitiria que Queiroz ficasse na casa se soubesse dos amigos que levou para lá. “Se ele está ali, em busca de paz, privacidade, para cuidar da saúde e não ser um lugar público para que não o assassinem, é óbvio que a pessoa tem que ter o mínimo de bom senso e o mínimo de cuidado. Coisa que ao tudo indica ele não teve.”

*Leia a matéria completa no site da Folha de SP

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