Brasil

Em 10 anos, número de mamografias no Brasil tem pior 1º trimestre

No Brasil, o risco estimado para câncer de mama é de 61,61 casos novos a cada 100 mil mulheres

diario da manha

Apresentando o menor nível em 10 anos, o número de mamografias realizadas por mulheres no Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro trimestre deste ano despencou. De acordo com um levantamento nos meses de janeiro, fevereiro e março, 751.525 mil exames foram feitos pelo SUS. Esse número é 24,3% menor que o registrado no último trimestre antes da pandemia provocada pelo novo coronavírus no Brasil, no fim de 2019.

O dados foram levantados e analisados pelo (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles por meio do DataSus, o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde.

Segundo o levantamento, houve uma queda de 26,4% nas realizações de mamografias de rastreamento de câncer, no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período em 2019. Conforme o Ministério da Saúde e a OMS o exame é recomendado para mulheres sem sinais e sintomas, entre 50 e 69 anos, uma vez a cada dois anos.

A mamografia diagnóstica, que pode ser feita por pessoa de qualquer idade, a depender do médico, teve uma redução de 2,7% no período analisado. Ao metrópoles, a Presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, apontou o isolamento social como responsável pela a queda nos números de exames realizados. De acordo com ela, isso por conta das orientações feitas para que consultas e cirurgias eletivas fossem canceladas por conta da pandemia.

Dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), mostram que no Brasil ocorrem uma estimativa de 66.280 novos casos de câncer de mama, para cada ano do triênio 2020-2022. Sendo assim, o risco estimado é de 61,61 casos novos a cada 100 mil mulheres no país. A mortalidade prevista pelo Inca é de 18.068 mulheres por ano (2019).

*Com informações do Metrópoles.

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