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Carrefour pagará R$ 120 milhões para se livrar de ações sobre o caso João Alberto

A vítima, João Alberto Silveira Freitas, foi espancado até a morte, em novembro do ano passado, por seguranças de uma unidade do Carrefour na capital gaúcha

diario da manha

O Carrefour informou que está fazendo todas as tratativas junto às autoridades públicas e associações civis para que seja feito um Termo de Ajustamento de Conduta ( TAC), no valor de R$ 120 milhões para que nenhuma ação seja feita contra a rede, sobre o caso de João Alberto, um homem negro morto dentro de uma das unidades da rede, em Porto Alegre.

Na última quarta-feira (9) a rede de supermercados divulgou uma nota sobre o caso. ” Os R$ 120 milhões devem ser desembolsados ao longo dos próximos anos”, diz a nota. Ao site G1, o Ministério Público disse que o acordo não foi assinado.

A vítima, João Alberto Silveira Freitas, foi espancado até a morte, em novembro do ano passado, por seguranças de uma unidade do Carrefour na capital gaúcha. Seis pessoas ainda respondem na justiça pelo crime.

Em maio deste ano, a rede Carrefour anunciou a criação de uma cláusula antirracismo em contratos com fornecedores e prestadores de serviço. Ainda em maio, a rede anunciou também que encerrou os contratos de terceirização de seguranças de toda a rede.

Indenização

A viúva de João Alberto, aceitou a proposta de indenização feita pelo Carrefour, no final de maio deste ano. De acordo com o advogado de Milena Borges Alves, a viúva, valor da proposta feita pelo Carrefour, ultrapassa a R$ 1 milhão.

A empresa pagou outras oito indenizações aos demais familiares, entre eles o pai, filhos e a enteada de João Alberto.

No dia 19 de novembro de 2020, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado até a morte por seguranças no Carrefour do bairro Passo D’Areia, na Zona Norte de Porto Alegre. Na ocasião, a esposa Milena estava com o marido.

João Alberto foi conduzido até a saída do supermercado por duas pessoas após se desentender com uma funcionária.

Na porta do local, João Alberto acertou um soco em um dos seguranças, que responderam com mais agressões. Os seguranças então imobilizaram o homem no chão e continuaram com o espancamento até a morte.

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