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Jovem é morto pela polícia após defender Lázaro na internet

O jovem tinha deficiência intelectual e precisa de tomar medicamentos controlados

diario da manha
Protesto por causa da morte do jovem. Imagem/reprodução

Hamilton César Lima Bandeira, 23 anos, foi morto no povoado de Calumbi, próximo a Presidente Dutra, no Maranhão, na ultima quinta-feira (17). Amigos e familiares estão revoltados porque o jovem morreu ao ser alvejado por três tiros de policiais civis, que estavam na residência dele para apurar a denúncia de que o rapaz estaria defendendo Lázaro Barbosa nas redes sociais.

Um amigo afirma que a postagem de Hamilton sobre Lázaro foi feita em um grupo de WhatsApp criado por ele, que tem cerca de 180 pessoas. “Ele era revoltado com a polícia, pois teriam agredido ele na escola, no passado. Mas isso era restrito ao WhatsApp. Ele convivia com crianças”, reforça que o jovem não era violento.

Segundo a mãe de Hamilton, o rapaz era deficiente intelectual e tomava remédios controlados. “Ele tinha 23 anos, mas tinha mentalidade de um rapaz de 12 anos porque tinha um distúrbio mental. Ele nunca matou, nunca roubou, nunca estuprou, apenas postava essas coisas porque ele tinha problemas mentais, tenho laudos que provam isso”.

O jovem foi morto em casa, na companhia de um idoso de 90 anos. Eles não atenderam a ordem policial, além de ameaçar a polícia, e por esse motivo que a equipe efetuou disparos de arma de fogo contra o Hamilton, que ficou gravemente ferido. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas não resistiu.

MACHISMO NO AUTOMOBILISMO

Em nota, a Polícia Civil informou que enviou equipes à residência do homem, identificado como Hamilton Cesar Lima Bandeira, pois temia que ele realizasse crimes semelhantes aos de Lázaro, já que suas postagens na internet faziam apologia ao crime e indicavam que ele aprovava os comportamentos do foragido do entorno do Distrito Federal.

A morte Hamilton revoltou familiares, amigos e conhecidos da cidade. No sábado, amigos do rapaz queimaram pneus na cidade em protesto contra o ocorrido. Um novo ato é organizado para a próxima quarta (23).

A Polícia Civil do Maranhão lamenta profundamente o fato e se solidariza com a família. Pontua, ainda, que um inquérito policial foi instaurado para apurar as circunstâncias da ocorrência.

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