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Polícia do Rio avança nas investigações da morte de João Pedro e Kathlen

Três agentes iram responder por homicídio culposo (quando não há intensão de matar) pela morte do adolescente João Pedro, que foi confundido com um bandido em um confronto policial

diario da manha
Foto/reprodução

Três policiais foram indiciados pela morte de João Pedro, no Salgueiro em 2020 e agora a PM começa a investigar morte de Kathlen Romeu, de 24 anos, morta na ultima terça-feira (08). Ambos os jovens morreram em um confronto policial.

O estudante João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, morreu no dia 18/05 de 2020, durante uma operação conjunta das polícias Federal e Civil do RJ no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, Região Metropolitana do RJ. A família do garoto e outras testemunhas afirmaram que a polícia chegou atirando na casa onde João e amigos estavam. Segundo as investigações, os policias teriam confundido João Pedro com bandidos em rota de fuga. O jovem foi atingido na barriga, levado de helicóptero para o hospital, mas não resistiu e morreu.

Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou nessa quinta-feira (10) três policiais da tropa de elite da corporação pela morte do adolescente João Pedro. Isso resultou em uma serie de restrições as policias impostas pelo Supremo Tribunal Federal. Os agentes Mauro José Gonçalves e Maxwell Gomes Pereira devem responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Já Fernando de Brito Meister deve responder por tentativa culposa de homicídio.

Depois da morte do adolescente, o STF impôs regras para as operações da polícia em comunidades e favelas do Rio de Janeiro. Desde junho do ano as ações só podem acontecer se forem inadiáveis, urgentes e imprescindíveis. Porém outro jovem morreu vítima de confrontos policiais essa semana.

O caso da designer de interiores, Kathlen Romeu, gera revolta e indignação. A jovem foi atingida por um tiro de fuzil enquanto caminhava com avó pela rua da comunidade do Lins de Vasconcelos, na Zona Norte no Rio de Janeiro. Kathlen estava grávida de quatro meses e morreu no dia 08/06 após ser atingida pela bala. Ela foi enterrada ontem (09) no cemitério do Catumbi, no Centro do Rio. Familiares acusam a PM de ter feito o disparo que tirou a vida da jovem.

Após o sepultamento, houve um novo protesto na favela e imediações. A PM se pronunciou dizendo que os agentes foram atacados a tiros por criminosos na localidade conhecida como “Beco da 14”, dando início a um confronto. Mas a PM nega que a corporação estivesse em uma operação no local.

Agora o caso segue na Delegacia de Homicídios e vai ser apurado pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora, já que cinco policiais da UPP Lins participaram da ação.

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