Voto impresso: Bolsonaro alegava fraude e pedia urna eletrônica em 1993
Redação DM
Publicado em 6 de agosto de 2021 às 12:19 | Atualizado há 2 anos
Nos últimos meses, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) intensificou sua defesa dos boletins de voto impressos e até ameaçou as instituições democráticas ao dizer: “Sem boletins de voto impressos, não realizaremos eleições”. No entanto, há 28 anos, a defesa do atual chefe do Executivo era o contrário: a informatização da justiça eleitoral, o termo voto impresso chegou diversas vezes aos trending topics do Twitter.
Quando atuou pela primeira vez como membro federal em 1993, Bolsonaro questionou os resultados das pesquisas e falou sobre a necessidade de implementar sistemas eletrônicos nas eleições. Em 21 de agosto do mesmo ano, o então parlamentar defendeu a informatização em reunião de militares da reserva no Rio de Janeiro.
“Esse Congresso está mais do que podre. Estamos votando uma lei que não muda nada. Não querem informatizar as apurações pelo TRE. Sabe o que vai acontecer? Os militares terão trinta mil votos e só terão computados três mil”, disse. O pronunciamento consta em uma reportagem do Jornal do Brasil, assinada pela jornalista Daniella Sholl ( Veja abaixo).

A volta do voto impresso, contida em uma PEC (proposta de emenda à Constituição), foi rejeitado na comissão especial que analisa o tema na Câmara na última quinta-feira (5). Trata-se de uma derrota para o presidente Jair Bolsonaro e seus afiliados políticos, que afirmam (sem provar) que há fraudes no sistema de urnas eletrônicas vigente.
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