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Justiça solta suspeito de financiar roubo a bancos em Araçatuba

A decisão também abrangeu a mulher de Gabrir, Michele Maria da Silva, de 40 anos, e outro suspeito, Emerson Henrique Dias, de 25, presos na mesma ocasião

diario da manha
Por José Maria Tomazela

A Justiça mandou soltar o homem preso pela polícia com a suspeita de ter financiado o mega-assalto a agências bancárias de Araçatuba, interior de São Paulo. A decisão foi dada na noite de quarta-feira, 8, um dia depois da prisão de Paulo César Gabrir, de 33 anos, no Parque São Bento, em Sorocaba. Conforme a Polícia Civil, o suspeito teria confessado informalmente que as ações criminosas custaram R$ 600 mil.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a prisão do suspeito foi relaxada porque não havia provas, nem indícios relevantes, que ligassem Gabrir aos roubos em Araçatuba.

Ainda segundo o tribunal, a prisão por associação criminosa foi baseada em denúncia anônima, sendo que não foi encontrado com o suspeito dinheiro, arma, explosivo ou objetos ligados aos crimes

A decisão também abrangeu a mulher de Gabrir, Michele Maria da Silva, de 40 anos, e outro suspeito, Emerson Henrique Dias, de 25, presos na mesma ocasião.

Com eles, foram apreendidos dois veículos: um automóvel BMW e uma caminhonete Amarok. Conforme a Polícia Civil, o trio continuará sob investigação.

As prisões foram efetuadas por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que atuam em conjunto com a Polícia Federal na investigação dos roubos, ocorridos em 30 de agosto.

Dez pessoas chegaram a ser presas por suspeita de envolvimento nos assaltos. Dois suspeitos morreram. Um deles foi encontrado baleado, em um carro, no dia do assalto. O outro foi achado morto em Sumaré.

Em 30 de agosto, ao menos 20 pessoas incendiaram veículos e explodiram duas agências bancárias, além de atacar uma terceira. Os ataques deixaram duas vítimas fatais, além da morte de um envolvido nas ações.

A quadrilha empregou diferentes estratégias para se proteger durante a ação, como o uso “escudos humanos” nas ruas, com reféns em cima de veículos, o monitoramento com drones e a distribuição de cerca de 100 quilos de explosivos pela cidade. O valor roubado dos bancos não foi divulgado.

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