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Dia do Deficiente Visual: É necessário incluir para diminuir barreiras

A data tem o objetivo de diminuir o preconceito, a discriminação e conscientizar a população

diario da manha
Foto: Freepik

Nesta segunda-feira, 13, é celebrado o Dia Nacional do Cego, também conhecido como o Dia do Deficiente Visual. A data tem o objetivo de diminuir o preconceito, a discriminação e conscientizar a população.

Segundo o presidente da Associação dos Deficientes Visuais do Estado de Goiás (ADVEG), Deni Carlos Alves de Freitas, a data se torna importante porque proporciona momentos de interlocução com a sociedade.

“Essas datas com esses vieses tem essa importância de chamar a atenção da sociedade e proporcionar momentos de intervenção, diálogo e visibilidade das nossas necessidades e demandas”, afirma.

A deficiência visual pode ser definida como a perda total ou parcial da visão, pode ser congênita ou adquirida e é classificada como:

Cegueira

Quando a pessoa não possui capacidade de enxergar ou possui esse sentido bastante limitado, com percepção mínima de luz. As pessoas cegas não conseguem visualizar nenhum material, sendo necessário, portanto, o uso de outros sentidos. A leitura e a escrita, por exemplo, é feita através do sistema braille, que permite a identificação de códigos pelo tato.

Baixa visão

As pessoas de baixa visão são aquelas que conseguem enxergar, por exemplo, materiais com as letras ampliadas ou através de lentes de aumento. Os pacientes com baixa visão podem ter dificuldades para verificar objetos distantes; outros podem apresentar campo visual restrito; e existem até mesmo aqueles que possuem dificuldade com a distinção de determinadas cores ou apresentam sensibilidade exagerada à luz.

Conforme Deni Carlos, historicamente os deficientes visuais vinham em uma linha de curva ascendente no que diz respeito à inclusão e aos direitos.

“A conquista da Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o direito das pessoas com deficiência que virou emenda constitucional no brasil, depois a aprovação do que chamam de Estatuto da Pessoa com Deficiência ou Lei Brasileira de Inclusão. Então a gente vinha numa curva ascendente, nos proporcionando melhor inclusão e a diminuição de barreiras. Porém, nos últimos quatro anos, essa curva se inverteu, a gente sofreu vários ataques aos nossos diretos, seja ele na questão da empregabilidade, seja na questão das cotas, das novas diretrizes de educação especial entre outros”, ressalta.

Deni Carlos Alves de Freitas, presidente da Associação dos Deficientes Visuais do Estado de Goiás (ADVEG)
Foto: Cedida

De acordo com o Deni Carlos, ainda estão havendo esses ataques e tentativas de retirada desses direitos, mas o movimento tem se mostrado bastante resistente a isso. “Até então a gente tem conseguido via Congresso, não deixar isso acontecer nas propostas de lei nem nas medidas provisórias do governo, tanto a nível nacional quanto a nível estadual, onde o reflexo e a linha é a mesma”, explica.

Ele aponta duas grandes barreiras para o deficiente visual. A questão da acessibilidade digital que causa exclusão, “Quando praticamente todos os serviços hoje oferecidos aos cidadãos está nesse mundo virtual e na medida que eles não são acessíveis nós estamos excluídos”. E a acessibilidade urbana, “O problema nas cidades, principalmente metrópoles, cresce para todos e esses problemas para nós é muito maior. As barreiras nas calçadas e falta de piso tátil tem começado a dar alguns sinais de melhora, mas ainda é muito excipiente”, finaliza.

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