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Antes de fazer apologia ao nazismo Monark já comparou homofobia a beber refrigerante e questionou se opinião racista é crime

O apresentador do Flow Podcast foi afastado do programa

diario da manha
Foto: Reprodução

Monark já foi criticado por declarações consideradas racistas e homofóbicas no Flow Podcast, antes de defender a existência de um partido nazista no Brasil e ser afastado do programa. O apresentador pediu desculpas pela declaração, afirmando que estava bêbado. Veja abaixo:

O caso começou quando Monark escreveu no Twitter que “É a ação que faz o crime e não a opinião”. O advogado Augusto de Arruda Botelho respondeu: “Não, Monark, uma opinião racista pode ser um crime de injúria racial, por exemplo. Posso te dar outros exemplos.”

Monark questionou: “Ter uma opinião racista é crime?” Augusto respondeu: “Se a opinião se tornar pública sim, pode ser um crime. Se ela ficar só na cabeça de quem pensa assim deveria ser motivo de profunda vergonha e um convite à reflexão.”

Em uma entrevista com o humorista Antonio Tabet, Monark comparou homofobia com gostar de refrigerante. Quando Tabet fala sobre pessoas que dizem “eu acho que gay tem que apanhar na Avenida Pauista”, Monark cita pessoas que gostam de refrigerante e diz que o direito delas de expressar este gosto deveria ser o mesmo de pessoas expressarem sua homofobia.

“Você não acha melhor um cara fantasiando com seus fetiches pedófilos na internet do que pondo em prática?”, Monark perguntou. Os outros participantes do podcast defendem que pedofilia não tem cabimento de qualquer forma, que é um crime, que necessita de tratamento e que a prática na internet não vai “aliviar” a pessoa, como Monark defende, mas sim incentivar este comportamento.

Monark também defendeu que monetizar as terras pode permitir aos povos indígenas comprar serviços da “civilização”, se referindo a produtos de outras culturas, como um “motor home”.

Segundo ele, as vantagem de ter produtos de outras culturas, seria “levar mais civilização para a aldeia”.

O entrevistado, o biólogo Richard Rassmussen, explica que “progredir” para indígenas não significa comprar produtos de outros povos como um motor home, mas terem ferramentas para escolherem quem querem ser.

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Em nota, o Flow Podcast lamentou o ocorrido e disse que afastou o apresentador. Veja abaixo:

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