Brasil

A acessibilidade como necessidade

Redação DM

Publicado em 12 de outubro de 2015 às 22:32 | Atualizado há 11 anos

Atualmente existem várias pessoas que são portadoras de necessidades especiais, são cadeirantes,pessoas com deficiência visual, auditiva, pessoas que não possuem braços ou pernas, enfim, pessoas que diante de suas próprias limitações,vêem-se ainda obrigadas a se depararem com a falta de acessibilidade. São inúmeros cidadãos que possuem alguma necessidade, ainda que de forma transitória.

As calçadas estão em sua maioria cheia de “buracos”,o trânsito torna-se cada vez mais violento,são motoristas que não respeitam o sinal, pedestres que atravessam fora da faixa de segurança,sinais ou faróis que apresentam defeitos, em muitos locais se ocorrer uma brisa mais forte os mesmos deixam de funcionar, sem falar na mais grave de todas essas constatações:a falta de educação de quem não quer respeitar as vagas destinadas para estacionamento das pessoas com necessidade especiais,as chamadas “vagas reservadas”.

Infelizmente é  nítida a ausência de educação,sendo que quando “pegos em flagrante” usando essas vagas, os motoristas tem como desculpa o uso por apenas alguns minutinhos! Absurdo não saber conviver e respeitar  as limitações do próximo. Esses minutinhos fazem toda diferença para quem deles necessita.

A acessibilidade é um direito de todo e qualquer cidadão. Pesquisas revelam que em boa parte das escolas de nível fundamental já existem professores preparados para ministrar aulas para alunos especiais, ensinando inclusive aos demais o quão importante é o processo de inclusão,ministrando verdadeiras aulas de cidadania.

Não poderíamos deixar também de mencionar que até nas instituições de ensino superior é observada a falta de respeito nas filas para utilização dos elevadores. Tem-se tornado cada vez mais frequente alunos sem necessidades fazerem de conta que não estão vendo nenhum aviso de preferência no que concerne ao uso do meio de transporte citado. Isso sem excluir o comentário acerca de locais onde o elevador não funciona e outros que nem sequer possuem o mesmo.

O direito de uma pessoa termina aonde começa o da outra, isso é fato! Existe uma carência e aplicabilidade de advertência, de fiscalização por parte de quem tenha tal dever. Moralmente cada cidadão deveria fazer sua parte, cedendo o assento no ônibus para quem realmente seja o necessário usuário daquele lugar, não ignorando placas de preferência, auxiliando pessoas cegas a atravessarem a rua, são exemplos de cidadania, de ajuda ao próximo.

É extremante necessário ensinarmos às gerações futuras a importância da inclusão, que existem pequenas diferenças, mas que não são aptas a tornarem o outro um desigual. Quem tem necessidade especial também é pagador de impostos, tem também tem o direito de usar, de exigir bem feitorais necessárias a seu favor.

Nossa cidade precisa melhorar e muito no quesito acessibilidade e para que essa ideia entre em vigor é preciso associá-la à educação, à consciência do amparo aos mais necessitados, seja do descaso, seja pela necessidade!

 

(Kelly Lisita Peres, graduada em Direito, pós=graduada em Direito Civil, Penal, Processo Penal e Docência Universitária, docente do curso de Direito –  http:blog-da-prof-kelly-Lisita-Peres.webnode.com)

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