Brasil

A alvorada de um novo amanhecer

Redação DM

Publicado em 7 de abril de 2016 às 03:03 | Atualizado há 10 anos

As acerbas dificuldades temporais que envolvem o inconsciente coletivo da raça humana não nos impedem de prenunciar a alvorada de um novo amanhecer para a história da humanidade. Com fé inquebrantável, imensa expectativa e alvissareira esperança a humanidade aguardou durante séculos a chegada da era nova e o renascer de um período de prosperidade, de harmonia e paz para os corações humanos. É sombrio o momento que atravessamos. O caminho é pedregoso e o solo que pisamos muitas vezes lamacento e escorregadio exigindo cautela, serenidade e equilíbrio do incerto viajor da eternidade no longo caminho que demanda à plenitude.

A humanidade inteira anela pela construção de uma cultura de paz e harmonia na face escura do planeta formoso. A construção do cenário deste ambiente relacional de fraterna convivência exige que cada criatura humana se empenhe na edificação do processo educativo de sua auto iluminação.   O nosso não é o sórdido objetivo de acumpliciarmo-nos com a gigantesca e alarmante onda de pessimismo que invadindo o inconsciente coletivo da sociedade varre o país de ponta a ponta disseminando o ódio, a desesperança e intranquilidade.

O nosso nunca foi o desejo de preocupar-nos exageradamente com os vaticínios agourentos que vez ou outra visitam o inconsciente coletivo da sociedade, prenunciando  inconsequentemente presságios pouco animadores.    Aliás, temos muitos motivos para nos alegrarmos e confiarmos plenamente na Providência Divina, nos destinos da humanidade e no homem como o grande e único esculpidor do seu próprio destino.

É sabido que força humana nenhum conseguirá deter o progresso e a trajetória evolutiva do homem de bem que a cada instante avança arrojada e audaciosamente na direção da luz. Se a lei natural proíbe retrogradar as tradições religiosas e espirituais demonstram e a  ciência humana  comprova que a lei da evolução é absolutamente irreversível e retroceder já não é mais possível. O dever de cada criatura humana, sobretudo para os que ocupam poder de mando no mundo temporal é avançar corajosa e destemidamente rumo à sua luminosa libertação.

Formar e transformar, guiar e dirigir, amar e servir, governar e agir, eis o seguro roteiro a ser seguido por quem deseja o bem comum da humanidade e traz consigo a imensa expectativa de poder contribuir para a construção de uma cultura de paz no coração da humanidade. Alcançar a paz que todos almejam se não é tarefa fácil, é o objetivo comum de todos aqueles que não mais desejam continuar vivendo neste cenário denso e tenebroso onde a violência recrudesce grassando por toda parte.  A tão sonhada paz mundial que todos desejamos, jamais será obtida através das tratativas, das avenças e dos concertos das grandes nações do mundo.

A verdadeira paz como a própria violência nasce no coração do homem. Naturalmente foi por isso que alguém já disse e disse-o muito bem que, “a paz que você procura está no silêncio que você não faz.”  É chegado o momento de fazermos este silêncio interior  e permitir que a paz viceje e floresça no céu das nossas almas.    As energias salutares e os benéficos eflúvios do período da páscoa que ainda nos envolvem, inspiram-nos a manter este sentimento pacífico de mansuetude, de ternura, de amorosidade, de fé e esperança nos destinos da sofrida humanidade do nosso planeta.    A Era Nova traz consigo a oportunidade da bênção de podermos recomeçar.

Estamos todos irreversivelmente comprometidos com a transformação e a mudança que os tempos novos da modernidade requerem e exigem. Ninguém pode pretextar dizendo não dispor de recursos para contribuir. Iniciemos já este labor e façamo-lo permanente e fervoroso começando por cuidar da nossa própria individualidade, visto que a tarefa da auto-iluminação é intransferível. Quando cada criatura humana encontrar a sua paz interior pela qual é a única e exclusiva responsável, o nosso será um mundo harmonioso de paz e prosperidade, cheio de entusiasmo e alegria, iluminado e pleno de amor e felicidade.

Não existe outra receita ou roteiro seguro para a consecução deste nobre e salutar objetivo, senão o compromisso pessoal e intransferível de cada um cuidar do processo de gerir sua individualidade e dar conta de sua auto-administração. Quando isto acontecer, com certeza o mundo será bem melhor. Feitas estas reflexões próprias deste período de incontáveis bênçãos, é chegado o momento de, material e espiritualmente reflexionarmos sobre o nosso bem estar e o bem -estar de todos os nossos irmãos em humanidade, sobretudo aqueles que nos circundam.

Agora nesta oportunidade, ao ensejo das densas energias que envolvem o cenário político do nosso país, cumpre-nos reafirmar o nosso abençoado propósito de continuar amando e servindo a nossa pátria, agindo com serenidade e equilíbrio sem ultrapassar os estreitos limites de nossa minguada competência. Estamos absolutamente conscientes das dificuldades próprias deste momento apocalíptico em que vive a humanidade e não esperamos atravessar este período sem dificuldades. Novos desafios nos aguardam.

Estribados em uma fé fervorosa em Deus, no homem e nos destinos da humanidade, avançaremos para frente e para o alto, altaneiro e soberano, confiante em mais uma vitória do bem permanente e imperecível sobre o mal passageiro e fugaz. Endereçamos a todos os políticos brasileiros e a todos os nossos irmãos em humanidade de todos os credos, de todas as raças e de todas as pátrias, sobre tudo ao sofrido  povo brasileiro sinceras alegres vibrações de harmonia, serenidade, esperança, amor e paz.

 

(Irani Inácio de Lima, presidente da Associação Jurídico Espírita de Goiás)

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