Brasil

A “árvore que jorra água”: como a sumaúma regula a vida na floresta Amazônica

Redação Online

Publicado em 28 de dezembro de 2025 às 15:30 | Atualizado há 6 meses

Para diversas etnias indígenas, a sumaúma representa a conexão entre o mundo físico e o espiritual
Para diversas etnias indígenas, a sumaúma representa a conexão entre o mundo físico e o espiritual

A sumaúma (Ceiba pentandra) está entre as maiores árvores da Amazônia e ocupa posição central no equilíbrio do ecossistema. Com tronco que alcança dezenas de metros de altura e raízes que se espalham como muralhas naturais, ela se impõe na paisagem e exerce função decisiva sobre o solo e o microclima da floresta.

Suas raízes profundas absorvem grandes volumes de água do subsolo e atuam como um sistema de armazenamento natural. Quando a capacidade interna se esgota, a árvore libera parte desse líquido para o ambiente, o que mantém a umidade do solo e favorece a sobrevivência de plantas menores, insetos e aves que dependem desse equilíbrio hídrico.

Sob a copa da sumaúma, forma-se um refúgio de vida. O solo permanece fértil, a temperatura cai levemente e inúmeras espécies encontram abrigo, alimento e condições adequadas para se reproduzir. A árvore sustenta uma verdadeira comunidade ecológica ao seu redor.

Para diversas etnias indígenas, a sumaúma representa a conexão entre o mundo físico e o espiritual. A árvore simboliza proteção, fertilidade e continuidade da vida, além de ocupar lugar de respeito em rituais e narrativas tradicionais.

O avanço do desmatamento e a exploração ilegal ameaçam a permanência dessas gigantes centenárias. A perda da sumaúma compromete não apenas a paisagem amazônica, mas também a estabilidade climática local e a sobrevivência de inúmeras espécies.

Foto e Vídeo: Redes Sociais

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