Brasil

A crise não passa e literalmente o nosso Titanic afundou

Redação DM

Publicado em 10 de novembro de 2015 às 01:24 | Atualizado há 11 anos

O ano de 2015 de fato está sendo difícil e recorde no que tange ao desemprego e a alta carga tributária imposta pelo Estado. Os geradores de emprego e renda estão sendo engolidos pelo sistema político e público no país.

Trata-se de algo destruidor, as empresas não estão suportando os altos impostos, carga tributária, não incentivos e a falta de programas e implementos voltados para a classe empresarial.

No País, em nosso Estado não é novidade que estamos enfrentado uma grave crise financeira, redução de gastos e de pessoas virou febre. Tendências e reestruturações, cortes de custo, crise econômica levaram a demissões em massa desde o começo deste ano.

A intensa crise econômica e a concorrência levaram empresas a eliminarem postos de trabalho, reduzir salários, eliminar gratificações, e gritarem por socorro e piedade.

Infelizmente, segundo estatísticas, a projeção é que o número de demissões aumente no final  segundo semestre e que o cenário melhore somente a partir do ano que vem.

O que prejudicará as contratações temporárias de fim de ano. É evidente que a crise econômica somada à crise política provoca problemas como a falta de crédito no mercado, de produção e compras e demissões.

Em época de crise, reduzir o quadro de funcionários parece a única alternativa possível, diante de uma legislação pouco flexível, além de concessão de férias coletivas e redução das horas extras.

Nesse sentido, existem ferramentas ao alcance das empresas que não as utilizam por simples desconhecimento ou por falta de incentivos fiscais ou simplesmente comunicação.

Outro fator e a temida inflação, para 2016 a estimativa do mercado permaneceu estável em 5,5%. As perspectivas para o crescimento da economia também ficaram piores. Todos os dados foram frustrantes.

O PIB brasileiro deve “encolher” 1,49% este ano. A estimativa anterior era de queda de 1,45%. Foi  negativamente superada. O que é péssimos para todos os trabalhadores, empresários, micro, comerciantes, enfim todos nós.

Com a nova alta, a estimativa do mercado se equipara à do próprio Banco Central que, na semana passada, admitiu que o IPCA deve ficar em 9% este ano, estourando a meta do governo, que é de até 6,5%. A probabilidade de a inflação ficar acima do teto do sistema de metas, em 2015, é de cerca de 99%.

Se confirmada a estimativa para o IPCA, a inflação de 2015 atingirá o maior patamar , a expectativa oficial do governo para a inflação deste ano, divulgada no decreto de programação financeira em maio, está em 8,26%.

Com a alta do dólar e dos preços de telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, pressiona os preços neste ano. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.

Diante de todos os dados, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde o ano de 2003.

Contudo, algumas medidas devem ser tomadas, a primeira delas é a reafirmação da responsabilidade fiscal, afinal sem contabilidade criativa, sem financiamento de bancos públicos pelo Tesouro Nacional, sem desonerações seletivas de impostos, sem gastos excessivos do governo, não mais superávits fiscais falsos e dívidas indiretas

A  volta de uma política monetária que cumpra a meta da inflação (de 4,5% e não 6,5%), para trazer a variação dos preços de volta para a meta. E aplicação imediata de políticas públicas e implantação  da chamada economia criativa.

Reforma tributária pautada pelos objetivos de simplificação, racionalização, redução da burocracia fazendária e eficiência, principalmente dos serviços públicos.

Redução da incidência dos impostos em relação ao produto interno bruto. Reinstauração das modalidades de financiamento privado em infraestrutura (parceria público-privada), além de maior oportunidade do financiamentos.

Estruturar uma base educacional para melhorar a produtividade do trabalho, aqui sugiro como cidadão a não retirada dos direitos trabalhistas, bem como respeitar e preservar os direitos dos empresários que são literalmente assaltados todos os dias pelos altos pagamentos de impostos.

Conter a inflação por meio da alta de juros e desaceleração da demanda via política monetária com projetos e soluções reais  em prol do desenvolvimento nacional. Aguardamos ansiosos por soluções a cerca do tema inflação.

Estamos lutando incansavelmente em busca de novas perspectivas, e clamamos por melhores condições em prol das empresas e trabalhadores. Avante!

 

(Maione Padeiro, presidente da Aciag Jovem e membro do Fórum Jovem)


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia