Brasil

A economia em 2017

Redação DM

Publicado em 28 de dezembro de 2016 às 01:39 | Atualizado há 2 anos

Os grandes e complexos desafios da agenda econômica para 2017, no País, foram analisados por 7 dos mais renomados especialistas brasileiros em macroeconomia, como os publicados no Estadão (25/12/16). Sendo que parte destes analistas também com larga experiência na administração pública federal. A unanimidade é que temos uma competente equipe econômica, e que no próximo ano finalmente teremos um PIB positivo, porém, medíocre e abaixo de 1%. Com exceção do economista-chefe do Itaú-Unibanco, Mário Mesquita, que prevê crescimento de 1,5%, mais em função de recomposição dos estoques. A PEC do Teto já aprovada pelo Congresso, é vista como uma base importante para dar fim aos excessos dos gastos públicos, mas, não para perdurar por 20 anos.  Lógico que, algumas sugestões parecem mais radicais como do economista Amir Khair, que coerente, vem sugerindo há muito uma queda célere da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, e venda de US$ 200 bilhões das nossas reservas cambiais com o objetivo de reduzir drasticamente a dívida pública, e consequente elevados pagamentos de juros sobre esta mesma dívida anualmente. Já o José Roberto de Mendonça de Barros diz que será difícil voltar a crescer sem avanço da infraestrutura de energia, logística e comunicações. E o ex-presidente do BC Gustavo Franco diz que o governo Temer, não pode deixar de adotar um olhar mais ambicioso sobre o futuro, e fazer o que lhe cabe para deixar o navio no rumo. Outro ex-presidente do BC, Affonso Celso Pastore diz que o novo presidente do Banco Central, já reconquistou credibilidade com seu compromisso com a meta de inflação, que vem caindo acentuadamente que calibre a queda dos juros para buscar uma retomada mais rápida do crescimento. Mas, é enfático, de que a única forma de estimular as empresas a investir novamente é reduzindo o custo da dívida e ampliando a demanda. Já a economista Monica De Bolle diz que a esperada travessia da pinguela em 2017 ocorreu com escorregões e atropelos. Ainda não há clareza sobre como o Brasil haverá de chegar do outro lado em 2018.  Muitas são as outras questões como do efeito Trump, como presidente dos EUA. E principalmente com a nossa crise política relacionada com os desmembramentos da Operação Lava Jato, em função  das 77 delações do fim do mundo da Odebrecht. Mas, se não é ainda uma maravilha, estamos certamente terminando 2016, com uma visão de futuro bem melhor do que ocorreu no fim de 2015.  Feliz 2017!

(Paulo Panossian, via e-mail)

 


 

Lula pré-candidato…

Mara Montezuma Assaf

O PT e Lula estão realmente pedindo água ao pretenderem lançar uma pré-candidatura de Lula no começo de 2017. Estão queimando os últimos fósforos tentando fazer com que uma prisão de Lula pareça, aos olhos do mundo e dos seus ainda simpatizantes, uma perseguição política ao ex-presidente. Contam com uma inocência do eleitor que já não mais existe, pois eles também deram conta dela. Contam também aproveitar-se politicamente de uma presumida baixa popularidade de Temer que só os institutos de pesquisa dos seus muy amigos dão como certa. Temer fez mais por este país em 7 meses que Dilma em todo seu primeiro “reinado”… Se não é um show de popularidade, também não escuto mais ninguém nas ruas gritando Fora Temer. Temer fica!

Pois bem, lancem a candidatura de Lula. A fala mentirosamente patética dele no Facebook não convenceu nem os petistas e irritou a todos que a escutaram. Lula não tem mais discurso. Espero que o juiz Moro aproveite o desafio do PT e encaminhe logo Lula para uma viagem a Curitiba, botando um ponto final nessa espera.

(Mara M. Assaf, via e-mail)

 


Feliz ano novo, Brasil!

Jeovah Ferreira

Quantos de nós, numa noite de 31 de dezembro, com o coração cheio de esperança,  previmos que o ano que chegava seria melhor do que o ano que findava e que seria possível ficarmos livres, num curto espaço de tempo, dos problemas remanescentes. No Brasil, houve um tempo em  que dava para pensar assim. Foi antes de Lula e Dilma. Ambos, usando  o populismo e a demagogia  conseguiram ficar no poder durante 13 anos. Por pouco não houve perda total. Deixaram o País aos frangalhos. Temos hoje a mais grave crise econômica da história do Brasil, sentida por todas as classes e, por mais que não queiramos, ainda temos muito chão pela frente. A crise continua com muito fôlego e o atual governo com pouco fôlego para superá-la. Desemprego, endividamento das famílias, serviços públicos piorando cada vez mais,  enfim, só Deus sabe o que será de nós. Mesmo sabendo das dificuldades que teremos pela frente, gritemos todos, Feliz ano novo, Brasil!

(Jeovah Ferreira, via e-mail)

 


Declaração de ministro do STF

benone

O exmo. ministro do STF sr. Gilmar Mendes, numa demonstração clara da turbulência que hora passa a Suprema Corte do País, declarou que seria melhor fechar o Congresso e entregar as chaves à Lava Jato. Que triste declaração de um representante supremo da Justiça brasileira! Contudo, esteja certo que o País estaria sendo mais bem legislado pela Lava Jato do que com essa maioria de congressistas processados portando enormes capivaras bem tratadas e mofando no STF a espera da abusiva prescrição processual! Faça um plebiscito e verás que o povo brasileiro está mais preparado para colocar o Brasil nos eixos do que esses políticos sanguessugas e irresponsáveis.

(Benone A. de Paiva, via e-mail)

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