A evolução da consciência
Redação DM
Publicado em 8 de janeiro de 2016 às 23:29 | Atualizado há 10 anosA evolução da consciência de toda humanidade requer compromissos de todos os povos. Todo mal que acontece com qualquer ser humano e ao meio ambiente mundial não pode ser ignorado por nenhum de nós, resta-nos lutar pela preservação da vida e de todo o planeta. Finalmente, em setembro do ano 2000, durante a Cúpula do Milênio, 189 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) analisaram os maiores problemas mundiais e firmaram um pacto que ficou conhecido como a Declaração do Milênio. Esse “despertar” convidou sociedade civil e governos a olhar com atenção alguns desafios que o planeta enfrentava, convidando todos a se engajarem em prol dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecendo metas para o desenvolvimento sustentável a serem atingidas até o ano de 2015. Trata-se de um compromisso universal com a erradicação da pobreza e com a sustentabilidade do Planeta, traduzido em oito metas: 1 – Acabar com a fome e a miséria (erradicar a pobreza extrema e a fome); 2 – Educação básica de qualidade para todos (Atingir o ensino básico universal); 3 – Igualdade entre sexos e valorização da mulher (promover a igualdade entre os sexos e a autonomia da mulher); 4 – Reduzir a mortalidade infantil; 5 – Melhorar a saúde da gestante (melhorar a saúde materna); 6 – Combater a aids, a malária e outras doenças; 7 – Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente (garantir a sustentabilidade ambiental); 8 – Todo mundo trabalhando pelo desenvolvimento (estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento) – são os Objetivos do Milênio (ODM), que no Brasil são chamadas também de 8 Jeitos de Mudar o Mundo – propostos para serem alcançadas pelas nações até o ano de 2015. Conseguimos alguns avanços, porém, muitas metas não foram alcançadas e novamente o a sociedade está sendo convidada a se mobilizar para novos desafios a serem acompanhados nos próximos 15 anos, juntos podemos transformar nosso mundo em um lugar mais justo, solidário e com melhores condições de vida, afinal, todos os objetivos buscam resultados e indicadores precisos, atingíveis por meio de ações concretas dos governos e da sociedade na busca de soluções dos principais problemas da humanidade.
As ações de líderes mundiais são fundamentais para o progresso proposto, entretanto, o voluntário é o protagonista, o agente de transformação social que presta serviços não remunerados doando seu tempo, suas habilidades e a sua energia, motivado pela solidariedade e a cidadania e impulsionado por motivações pessoais, sociais, políticas, culturais ou religiosas dedica-se espontaneamente a causas, projetos em beneficio da comunidade. Neste viés, todos os voluntários são convidados a olhar para as novas metas e verificar de que maneira cada um pode contribuir com ações que podem preparar um planeta melhor para as futuras gerações.
É necessário mais integração e união entre os países para a promoção da paz, objetivando melhorar a vida. Ainda é grande a desigualdade social, provocada principalmente pela distribuição ou aferição de rendas no mundo, provocando um quilométrico distanciamento nas condições financeiras entre os mais ricos e os mais pobres. O egoísmo e a luta pelo poder cegam e impossibilitam deixar a zona de conforto para perceber que melhorar a saúde das pessoas implica também em retirá-las da condição de extrema pobreza. Pessoas com mais renda tem mais acesso à educação e saúde, ao lazer e à cultura. É preciso permitir mais participação popular, o cidadão também tem que assumir seu papel social, somente desta forma a sociedade contará com as ações do voluntariado, que é uma fonte de força da comunidade, na superação, solidariedade e coesão social capaz de provocar mudanças sociais positivas, fomentando o respeito à diversidade, a igualdade e a participação de todos.
(Natal Alves França Pereira, servidor público, graduado em Ciências Contábeis, filiado à Associação Goiana de Imprensa)