A mal contada história dos haitianos “asilados” no Brasil
Redação DM
Publicado em 12 de maio de 2016 às 21:30 | Atualizado há 10 anosO Brasil sempre foi um país hospitaleiro, recebendo de braços abertos qualquer estrangeiro que aqui resolve morar.
A história da imigração no Brasil data 1530 com a chegada dos colonos portugueses, durante todo período colonial e monárquico, foi a mais expressiva.
Nas primeiras décadas do século XIX, imigrantes de outros países, principalmente europeus, vieram para o Brasil em busca de melhores oportunidades de trabalho, comprando terras e plantando para sobreviver e vender o que sobrava. Os que tinham profissão na terra natal abriam pequenos negócios por aqui.
No começo da década de 1820, muitos imigrantes suíços chegaram na cidade de Nova Friburgo-RJ, e os alemães começaram a chegar a Santa Catarina e ao Rio Grande do Sul, passando a trabalhar em atividades ligadas à agricultura e pecuária.
Incontáveis italianos foram para a cidade de São Paulo, uns para trabalhar no comércio ou na indústria, e outros foram para o interior, para trabalhar na lavoura de café, que estava começando a ganhar fôlego em meados do século XIX.
Os japoneses começaram a chegar ao Brasil em 1908. Grande parte destes imigrantes foi trabalhar na lavoura de café do interior paulista, assim como os italianos.
No século XIX, o Brasil era visto na Europa e na Ásia como um país de muitas oportunidades, sentindo uma ótima chance de prosperarem no Brasil.
Após a abolição da escravatura no Brasil, em 1888, muitos fazendeiros não quiseram empregar e pagar salários aos ex-escravos, sem qualificação, preferindo assim o imigrante europeu como mão de obra mais qualificada. Neste contexto, o governo brasileiro incentivou e chegou a criar campanhas para trazer imigrantes europeus para o Brasil. Muitos imigrantes também vieram para cá fugindo das duas grandes guerras mundiais que atingiram o continente europeu. E vieram com mulheres, crianças e o dinheiro apurado no que conseguiram vender, pois a lei de imigração de todos os países (e o Brasil não é exceção) exige que o imigrante tenha os mínimos recursos para sobreviver. Não é raro ver-se gente deportada por estar em outro país em situação irregular.
Depois da instalação do atual governo, em 2002, de repente, há uma imigração em massa no Brasil: bolivianos, venezuelanos, cubanos e de outros países que exercem o compadrio ideológico com o governo petista. É muito estranho, mas naturalmente os órgãos de informações da Forças Armadas estão atentos a essa invasão.
Vamos nos ater, só para exemplo, o caso dos vinte mil haitianos, que aqui chegaram pingando miséria, acolhidos por albergues por falta do que comer.
Como 20.000 haitianos em situação de miséria conseguiram dinheiro para comprar passagens aéreas para o Peru, e de lá para o Acre, e do Acre para São Paulo? É algo que os Centros de Inteligência Militares e a Polícia Federal deveriam apurar. Fui à internet e verifiquei quanto custa uma viagem de Porto Príncipe, no Haiti, a São Paulo?
O preço mais barato encontrado para o trecho Porto Príncipe/Lima foi 650 dólares; o trecho Lima/Rio Branco-AC, 912 dólares. Somando os dois trechos, temos 1.562 dólares. Com o dólar a R$ 3,50 (cotação mais baixa no último mês), a soma é R$ 5.028,80; a passagem Rio Branco/São Paulo custa R$ 1.510,00. Total do Haiti para São Paulo: R$ 6.538,00.
Se 20 mil haitianos chegaram ao Brasil, o custo da viagem chegou a mais de 130 milhões e 760 mil reais, tirados dos impostos pagos por nós.
Ficam as indagações: Quem pagou esta conta? Será que foi o PT? Será que vão ser naturalizados? Isto vai virar bolsa família?
Um Brasil com mais de dez milhões de desempregados, ainda “importa” 20 mil esfomeados, sem profissão, sem uma triagem para saber de quem se trata.
Reflitamos: o Brasil não faz divisa com o Haiti (Porto Príncipe fica a mais de 5.000 quilômetros de São Paulo). O Haiti, como o país mais pobre da América Latina, jamais teve qualquer tipo de relação comercial com o Brasil. Até hoje ninguém entendeu por que Lula obrigou que se mantivesse uma “força de paz” de soldados brasileiros no Haiti, sob um custo absurdo de dinheiro dos cofres brasileiros por tanto tempo, deixando lá soldados brasileiros que não tinham a menor ideia do que faziam ali.
Na época falava-se em 2 bilhões de dólares de custo.
Depois, de repente, começa a entrar uma quantidade enorme de haitianos no Brasil, sem documentação, sem autorização, e por que pelo Peru? Justamente porque faz fronteira com o Acre, governado pelo PT, que de lá os recambiou, com dinheiro público, para São Paulo, onde fica a direção da CUT, do MST e outras entidades clandestinas.
Não é preciso grande exercício de raciocínio para concluir o que eles vieram fazer aqui, já que foram calorosamente acolhidos pelo governador do Acre e pelo prefeito de São Paulo, que lhes propiciou o abrigo e a comida negados aos moradores de rua.
E o que é mais intrigante é saber que os serviços de inteligência brasileiros constataram que os “imigrantes” haitianos pertencem a milícias fora-da-lei, e o governo foi avisado, mas fez ouvidos de mercador. Vieram na condição de asilados, de “perseguidos”, mas, na verdade, são homens treinados e dispostos a reforçar o exército de Stédile, os radicais do comunista apologista do crime Mário Iasi e outros, já que Lula prometeu – caso Dilma fosse afastada – incendiar o Brasil. Assim, devemos ficar atentos a esta invasão explícita.
E estou falando apenas do Haiti, mas é certo que deve haver muita gente de países alinhados com Lula, que vieram para cá apenas para engrossar a horda de desocupados que infesta as ruas e semeia o pânico no campo.
Só para concluir: entre os vinte mil haitianos, que estão aqui na suspeita condição de asilados, não há uma só mulher ou criança.
Será que no Haiti só existe homem?
(Liberato Póvoa, desembargador aposentado do TJ-TO, membro-fundador da Academia Tocantinense de Letras e da Academia Dianopolina de Letras, escritor, jurista, historiador e advogado, liberatopo[email protected])