Brasil

Abacate se torna alternativa econômica para o produtor

Redação DM

Publicado em 11 de maio de 2023 às 15:22 | Atualizado há 3 anos

O abacate é mais uma alternativa econômica para os produtores goianos. Um projeto piloto, sob a orientação da Emater – Goiás está sendo difundido no Sudoeste Goiano. O Grupo New Life Farms desenvolve a iniciativa desde o ano passado em Santa Rita do Araguaia e espera colher os primeiros frutos nos próximos três anos. São 60 hectares plantados. Mas, projeta chegar aos 300 hectares. A ideia é produzir um fruto orgânico para o consumo doméstico e instalar uma indústria de processamento no município, agregando valores.

Com o abacate em escala de produção, com a instalação industrial pode partir para a produção de azeite e cosméticos para a pele. O abacate contém, ainda, mais de 25 nutrientes vitais, incluindo vitaminas (A, B, C, E e K) e minerais. E, ainda, reduz o envelhecimento precoce, hidrata a pela, conforme adianta as publicações voltadas para a saúde. Ressalta José Luiz Pereira, coordenador regional da Emater e um dos responsáveis pela execução do Projeto Piloto.

O secretário da Agricultura, Pedro Leonardo Rezende, está animado com a implantação da iniciativa em Goiás e vê como “mais uma oportunidade de renda para os agricultores”. Ele acredita que há mercado interno e externo para as frutas, sobretudo para o abacate. E adianta, também, que o governo do Estado vai implantar um projeto de fruticultura em Flores de Goiás. O secretário revela que cerca de 150 produtores já aderiram à iniciativa.

Parcerias

Juliano de Oliveira, da New Life Farms, mantém um estado de ânimo positivo quanto à produção do abacate. Tanto assim que revela a possibilidade de parceria com os pequenos produtores da região, num processo de inclusão. Discorrendo sobre custos operacionais, apontou que no início girava em torno de R$50 mil o hectare. Mas, pode chegar a R$100 mil até o início da colheita.

Um detalhe: a previsão de colheita com plantas de seis anos será de 80 toneladas por hectare. Variedades cultivadas: Fortuna, Geada e Quintal. Juliano observa que a propriedade conta com um laboratório com mais de 80 espécies de frutíferas. “As que melhor se adaptarem, pretendemos ampliar o plantio”, revela.

Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia