Afeganistão: catastrófica sina para países ocidentais
Redação DM
Publicado em 2 de setembro de 2021 às 13:00 | Atualizado há 5 anos
Existe um velho ditado, “quem planta chuva colhe tempestade”; nesta esteira os Estados Unidos e aliados, responsáveis pela desestabilização do Afeganistão, certamente receberão as consequências de suas nefastas atuações na região. Estes países deveriam ser obrigados a receberem os refugiados, na proporção de seus envolvimentos nesta longa guerra de ocupação do solo afegão.
Para o primarismo tribal deste pais asiático, os Talibãs ainda são um mal necessário. A cultura de cada país ou bem ou mal deve ser respeitada. O enquadramento desta inóspita e indomável nação de berço do terrorismo é muito explicável pela própria história, pois, por séculos, todo império dominante sempre considerou terroristas aqueles que se insurjam contra a sua dominação, seja ela de cunho militar, econômica ou religiosa.
Os germanos, ibéricos, francos, entre outros povos, que hoje constituem a moderna Europa, foram tidos como terroristas (bárbaros ou vândalos na época) pelo dominante império romano; os húngaros eram os considerados terroristas pelo império austríaco; os judeus eram os terroristas para os nazistas; hoje os palestinos são os terroristas para os judeus. Guardando as devidas proporções, os judeus fazem com os palestinos o que alemães fizeram com eles, e assim por diante.
Agora com este trágico atentado em Cabul, ficou evidente que os Talibãs, agora no poder, já têm seus próprios terroristas: “Estado Islâmico-K ou ISIS-K”.
Para os países ocidentais que já consideram os Talibãs como terroristas e diante dos fatos aumentaram as preocupações, pois terroristas de terroristas significa terroristas ao quadrado (T²), que pela lógica, não será de fácil combate.