Brasil

AGI defende o cooperativismo de crédito

Redação DM

Publicado em 17 de dezembro de 2019 às 20:22 | Atualizado há 7 anos

Articulista de destaque, com análises ponderadas sobre as questões mais relevantes, em abordagens com conhecimento e sensibilidade, o jornalista e advogado Valterli Leite Guedes, presidente da Associação Goiana de Imprensa (AGI), defende o cooperativismo como instrumento para melhorar a situação financeira dos brasileiros.

Mostra suas justificadas razões e apresenta a Credijur – na qual ingressou em 1999 e é o cooperado nº 326 –, onde “são realizados todos os serviços bancários, sem falar que os juros mais altos (casos do cheque especial e do cartão de crédito) não chegam a 5%. Juros altos, claro, mas de qualquer forma inferiores aos mais de 10% praticados na rede bancária de todo o país”.
Graduado em Direito pela Universidade Federal de Goiás, turma de 1974, foi titular de três Secretarias de Estado no governo de Henrique Santillo (1987 a 1991): Secretaria do Interior e Justiça, que depois foi desmembrada, ocupando a nova Secretaria do Interior e, posteriormente, com a alteração feita, assumiu a Secretaria do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente.

Há 15 anos aposentou-se como consultor jurídico da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás.

Juros altíssimos
Os serviços bancários praticados no Brasil estão “entre os piores, atualmente”, disse, para explicar que são caros e o atendimento é péssimo. “Some-se a isso os juros, altíssimos”.

Conforme explicou, essa realidade tem muito a ver com a política neoliberal de privatizações e de abertura indiscriminada ao capital estrangeiro. “As autoridades monetárias não se cansavam de apregoar que o Brasil tinha de reduzir a quantidade de seus estabelecimentos bancários. Daí as pressões para que ocorressem fusões ou para a venda de uns bancos a outros. Daí, também, o Proer, para salvar os grandes e assim manter a credibilidade do sistema”. E completou: “devido a essa política de proteção dos grandes, a indiscriminada eliminação dos pequenos, casos da Caixego e do BEG”.
Em sua análise, argumentou que a concorrência, prevista na moderna economia de mercado, é fundamental à valorização do cliente. “Enseja-lhe vantagens”, esclareceu. “O monopólio ou o setor nas mãos de outros (facilitando a formação de cartéis) seguramente desaguará em prejuízos ao público-cliente, assim como aos empregados”.

Tomada de consciência
A partir dessas observações, indicou que nem tudo está perdido. “O fundamental é a conscientização de que a solução pode estar aí por perto e até ser bem menos complicada que se imagina”. E justificou: “Conclui, depois de, dia desses, permanecer por mais de três horas nas filas de um grande banco (havia a fila e a fila para entrar na fila), tudo isso para resolver pequenas coisas da rotina bancária e, em seguida dirigir-me a uma agência do Bancoob – o Banco Cooperativo do Brasil. Fui à Credijur, a Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Advogados de Goiânia, e ali fui recebido maravilhosamente. Sede própria e ampla, no Setor Sul. Corpo de servidores muito bem preparado. Atendimento personalizado”.

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