Alfabeto do autoconhecimento (2)
Redação DM
Publicado em 2 de agosto de 2016 às 01:30 | Atualizado há 10 anos1
Dizer o que sentimos.
Sentir o que fazemos.
Fazer o que pensamos.
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Dizer o que fazemos.
Sentir o que pensamos.
Fazer o que dizemos.
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Sentir o que dizemos.
Fazer o que sentimos.
Pensar o que fazemos.
Fé
Não se confunde fé com presunção: esta é filha do orgulho, aquela é mãe da humildade. Ter fé é confiar em si próprio como instrumento da vontade de Deus. A fé robusta dá energia, persistência e coragem para superação dos obstáculos. Ninguém é obrigado a crer sem a compreensão necessária do próprio objeto da crença. “Sem a luz da razão a fé se enfraquece.”
A fé se confirma na esperança e se aplica na caridade: filhas que seguem a mesma mãe no caminho do bem. A fé gera a ação magnética que move o fluido universal que modifica os fenômenos naturais e que causa prodígios tais como as curas que são tidas como milagres. Saber pela inteligência e sentir pela fé são requisitos essenciais ao bom cristão, como ao bom espírita.
Felicidade
Há uma medida de felicidade comum a todos: do bem necessário na vida material e da consciência tranquila na vida moral. A felicidade de cada um não está ligada na razão direta de sua posição social ou econômica.
O mais rico não é o que possui mais bens, é o que tem menos necessidades. Da mesma forma o mais feliz não é o que tem mais prazer, é o que tem menos sofrimento. O sentido de viver é ser útil. A felicidade é o bem do outro. Os inúteis sucumbem por si mesmos.
Fraternidade
Os verdadeiros irmãos, ou filhos e pais, o são pelo espírito e não pelo sangue. O espírito existe antes da formação do corpo. Por que há pessoas estranhas que se unem por simpatia e parentes consanguíneos que não têm afinidade? O amor não é um instinto: é afeição e simpatia.
Generosidade
Fazer o bem visando a um resultado compensatório é egoísmo. Fazer o bem para obtenção da graça divina, é elevação de espírito. O bem deve ser motivado pelo calor natural do coração e não pelo raciocínio que presume intencionalidade.
Honra e honestidade
O sentimento de honra não se compensa com a agressão, assim como a razão não se completa com a paixão.
O homem honesto não é o que cobra a honra alheia, assim como o homem honrado não depende da honestidade do outro
Interesse e ingratidão
O interesse pessoal anula até mesmo as qualidades morais de um homem de bem. O desinteresse perde o mérito tal como a prodigalidade, que serve ao desperdício, porque ambos desviam a caridade a quem dela necessita.
O mal da ingratidão retorna ao ingrato e ao egoísta tal como o fruto do bem recompensa o coração do benfeitor. A gratidão soma, a ingratidão subtrai.
Isolamento
A vida de isolamento não é útil a ninguém, por isso é contra a lei natural. A lei do amor e da caridade não permite aos homens isolarem uns aos outros nem isolar-se a si mesmos.
Justiça
Não haverá justiça sem a caridade, nem esta sem amor ao próximo. Na lei de Deus não há injustiça, como não há impunidade. A reencarnação é a oportunidade de reparação dos erros da vida pretérita.
Kardecismo
Kardecismo, nome vulgarmente dado à doutrina formulada pelo escritor francês Allan Kardec (1804-1869), codificador do espiritismo, consistente de, pelo menos três obras básicas, publicadas a partir de 1857: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e O Evangelho segundo o Espiritismo.
Lembrança
O períspirito está para o espírito, como memória (lembrança) de suas sucessivas vivências, tal como o subconsciente está para o ser humano como arquivo de seus impulsos e desejos acumulados.
Malevolência
Fazer o mal depende da vontade e da ação, enquanto o mal por si só decorre da inércia e da negligência. A malevolência existe nesta e noutras vidas. Põe-se termo à malevolência orando pelo espírito malévolo.
Morte
A morte não é o fim, é a transformação do ser humano que passa da vida corporal à vida espiritual. O espírito abstrai o corpo quando conhece a morte.
Mortificação
Não confundir mortificação com mutilação. A mutilação é contrária à lei natural. É verdadeira a mortificação pela caridade.
Negligência e
negatividade
Negligência é uma forma de omissão, que não exime o ser humano de sua responsabilidade. Piores males: cultivar o orgulho em vez da humildade, o egoísmo em vez do altruísmo, a ambição em vez da solidariedade, a paixão em vez do desprendimento.
Orgulho e ousadia
O orgulho e a vaidade levam o homem a agir em detrimento de si mesmo. Os maus sobrepujam os bens pela ousadia que vence a timidez. Os bons precisam de ousadia para vencer os maus.
Omissão
Saber e não praticar o bem é como não saber. E pior: é mais culpável. Quem recebeu seu chão, deve com gratidão cultivá-lo. Quem peca por omissão, perde a terra e perde o pão.
(Emílio Vieira, professor universitário, advogado e escritor,membro da Academia Goiana de Letras, da União Brasileira de Escritores de Goiás e da Associação Goiana de Imprensa.E-mail: [email protected])