Apóstolos retornam a Jerusalém
Redação DM
Publicado em 27 de janeiro de 2021 às 17:56 | Atualizado há 2 anos
Emídio Silva Falcão Brasileiro
1.3 12Então, do monte chamado das Oliveiras, voltaram a Jerusalém. A distância é pequena: a de uma caminhada de sábado. 13Tendo entrado na cidade, subiram à sala de cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, o Zelota; e Judas, filho de Tiago. 14Todos estes, unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e com os seus irmãos. (Atos dos Apóstolos, cap. 1 vv. 12 a 14 ).
Depois da ascensão de Jesus no monte das Oliveiras, que está localizado cerca de um quilômetro de Jerusalém, os onze apóstolos retornaram a Jerusalém “com grande júbilo”. Desse modo, atendiam às recomendações do Mestre para iniciar em Jerusalém o trabalho da Boa Nova. Por alguns dias frequentaram o Templo para louvar a Deus por ter enviado o Seu Filho para o soerguimento da Humanidade. (Lucas, 24:52-53).

Depois de alguns dias em Jerusalém, os apóstolos de Jesus passaram a pregar por toda parte e a operar sinais sob assistência de Jesus com testemunhos redentores por onde passaram. (Mateus, 28:16-20).
Permanecer em Jerusalém foi uma das últimas recomendações de Jesus antes de sua ascensão. Eles não mais retornariam a Galileia, terra natal dos onze apóstolos. Perceber e fixar moradia onde ou a partir de onde se deve cumprir uma missão terrena é o primeiro passo para o êxito almejado. Jesus nasceu em Belém, residiu em Nazaré, depois se transferiu para Cafarnaum, de onde partiu para inúmeros lugares com o objetivo de divulgar e praticar a sua mensagem.
Ao chegarem a Jerusalém, os apóstolos ficaram temporariamente no mesmo imóvel onde alguns deles residiam, lugar onde ocorreu a última ceia e costumavam se reunir. A tradição informa que era uma casa de propriedade de um dos discípulos de Jesus.
A prática da oração foi a segunda providência dos discípulos. Depois das dores do calvário, do consolo da ressurreição espiritual e do júbilo saudoso da ascensão, os apóstolos e discípulos, homens e mulheres, deveriam se recolher em orações constantes para o devido fortalecimento espiritual e início de suas missões, agora sem a presença física do Mestre. Prática recomendada por Jesus que os acompanharia em todos os momentos de suas missões sobre a terra.
Nessa nova fase, Lucas ressalta as presenças das mulheres, em especial, Maria, a mãe de Jesus, última referência a Maria nas Escrituras, e dos irmãos ou familiares do Mestre, discípulas e discípulos de Jesus, que foram de fundamental importância para edificação da primeira comunidade cristã e divulgação de sua Mensagem Redentora.
A lembrança da ascensão de Jesus às esferas de luzes e de felicidade permanecia nas mentes daqueles homens simples e de boa vontade, que dariam suas vidas em sacrifícios e vitórias redentoras.
“O Senhor Jesus foi arrebatado ao céu e sentou-se à direita de Deus” e prossegue a reinar entre Humanidades, civilizações, falanges angelicais e em nossos corações no Templo Sagrado da Consciência.
Quando as dores e os sofrimentos do mundo nos angustiar no dia a dia, alcemos a visão espiritual para o alto em súplica sincera, comovente e veremos o meigo Rabi descer das esferas e nos falar ao coração:
“Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim que sou manso de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mateus, 11:28-30).
Para demonstrar que toda dor é passageira e, por mais demorada que pareça, pode ser superada com amor, fé e disciplina, o poderoso Messias renova as nossas esperanças ao afirmar:
“No mundo tereis grandes tribulações, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. (João, 16:33).
Emídio Silva Falcão Brasileiro é membro da Academia Espírita de Letras do Estado de Goiás, da Academia de Letras de Goiânia, da Academia de Letras de Aparecida de Goiânia