Arte na cidade
Redação DM
Publicado em 1 de maio de 2023 às 22:16 | Atualizado há 3 anosambém a estreia de Samuel Rodrigues nas individuais
Legenda: Obra “Olhares” de Samuel Rodrigues vai poder ser conferida em exposição no Lowbrow
O olhar de artistas de variados estilos e gerações estão – ou vão entrar – em cartaz na capital em diversas exposições. Estão abertas as mostras dos veteranos ZéCésar e Nancy de Melo: “Litografias a Seco” e “A Estética do Avesso”. Já o jovem Samuel Rodrigues, estreia a primeira individual nesta quinta-feira (4). Saiba mais sobre cada uma delas em matéria do DMRevista.
“Litografia a Seco” e “Tempo de Gravura” – ZéCésar
O artista plástico, gravador, pesquisador e professor aposentado da Faculdade de Artes Visuais (FAV) Zé César, após a pausa da pandemia, vive um momento de plena atividade quando o assunto são exposições. Ele está em cartaz com a exposição “Litografia a Seco”, na Galeria da FAV e na coletiva Tempo de Gravura no Centro Cultural UFG.
Nas duas, trabalha a técnica do qual pesquisa há anos: a cidade e a litogravura. A técnica é um tipo de gravura que envolve a criação de marcas (ou desenhos) sobre uma matriz com um lápis gorduroso.
As gravuras, para o artista, na verdade tratam-se de quase uma obsessão. Ele começou a pesquisar o técnica em 2014, após viagem ao México e, desde então, tem sido a sua maior forma de expressão artística.
“É um trabalho meio indireto. Você grava em uma matriz, que pode ser madeira, pedra, metal, mas, a imagem vai ser invertida quando impressa. Então é um trabalho instigante, e misterioso. Eu gosto deste processo”, disse o artista em entrevista ao Diário da Manhã em 2015.
A inspiração de “Litografias a Seco” também é recorrente em sua obra. Poi, o compilado de obras aborda urbanidade da capital, que retratada com seus grandes prédios, janelas e muito concreto. Há ainda sobreposições nas quais aparecem árvores. Elas questionam a forma com que a cidade lida com o meio ambiente.
.
Já “Tempo de Gravura”, na qual expôs com mais 16 artistas, as obras não têm tema e sim cor: a vermelha. Todos os artistas foram instigados a criar utilizando-se do tom através da gravura, claro. “A mostra traz a gravura em sua complexidade, com técnicas diferenciadas que se integram e se complementam em diferentes poesias e subjetividades”, explica a curadora da exposição Adriana Mendonça.
A coletiva é resultado de pesquisas criadas no Ateliê de Gravura, projeto de pesquisa de extensão da UFG, do qual ZéCésar sempre está ligado, mesmo após a aposentadoria das salas de aula.
Participam da compilação, que pode ser conferida até o dia 12 de maio, pesquisadores da UFG, artistas independentes de Goiânia e de outros estados. As visitações podem ser feitas de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h.
Vale lembrar que até 20 de maio, o artista estará em cartaz na exposição Coletiva no Museu de Arte Contemporânea de Jataí, Coletiva do Ateliê Livre de Gravura “Encadernado” e entre os dias 24 e 28 deste mês também estará na Feira de Arte de Goiás (Fargo).
A Estética do Avesso – Nany de Melo
A mostra, que está em cartaz na Arte Plena Casa Galeria e possui curadoria de Sandro Tôrres, traz 18 obras e fica em cartaz até o final do mês e traz a mistura de linguagens e suportes em que a artista traz pintura e tem fundamentos na gravura como campo expandido e também tangencia a premissa de desenho.
A exposição faz parte da programação de comemoração dos 15 anos de atuação cultural da Arte Plena e a contou com o apoio do Sesc e da Secretaria Retomada, que contemplaram a artista no projeto Claque, edição 2023, através do qual foi possível apresentar a série “A Estética do Avesso”.
A curadoria de Sandro Tôrres foi no sentido de orientar a artista sobre as possibilidades de desdobramentos de sua produção, além, claro, da expografia e do texto crítico.
A exposição faz parte da programação de comemoração dos 15 anos de atuação cultural da Arte Plena e contou com o apoio do SESC e da Secretaria Retomada que contemplaram a artista no projeto Claque, edição 2023.
Tons de Conexão – Samuel Rodrigues
O artista pernambucano, em Goiânia, se especializou na arte: graduou-se em licenciatura em Artes Visuais pela FAV/UFG em 2012 e se tornou mestre pelo PPGEEB/CEPAE/UFG em 2022. É também na capital que apresenta a sua primeira individual, que entrará em cartaz a partir do dia 4 de maio, às 19 horas, na galeria de arte do Lowbrow Lab Arte & Boteco. A curadoria é de Roan.
Na compilação, o artista traz ao público cores vibrantes que brilham com intensidade em figuras humanas que se destacam, exaltando a beleza e a diversidade. A mostra convida a mergulhar em um universo de plenitude e aceitação e fica em cartaz até o dia 9 de julho.
Até lá o público é convidado a enxergar além das aparências, a compreender a riqueza e a complexidade da natureza humana, em uma dança harmoniosa de cores e formas.
A inauguração da mostra contará com o show Manso. O cantor tem mais de dez anos de carreira e passagens expressivas pelo The Four Brasil (TV Record) e The Voice Brasil 2020 (TV Globo). Além de intérprete, traz em seu repertório músicas autorais, como as do disco “Desculpa a demora”, lançado em 2018. A entrada para o show e para a mostra é franca.