Brasil

As piadinhas que não me fazem rir

Redação DM

Publicado em 6 de janeiro de 2017 às 01:17 | Atualizado há 10 anos

Como qualquer cidadão comum, sempre fui, e continuo sendo, um apreciador do humorismo, principalmente das boas piadas, sejam elas escritas ou contadas, ainda que os seus inventores e intérpretes não são profissionais na arte humorística. Mas existem algumas que não gosto de ler ou de ouvir contar, pois elas não me fazem rir. Entre elas estão  aquelas que  denigram ou banalizam a dignidade de seus personagens, mesmo sabendo que aquilo se trata de mera brincadeira e os fatos relatados são fictícios, ou imaginários, porquanto, inexistentes.

Mas, por ser pai de três filhos maravilhosos, as piadinhas que não aprecio, de jeito nenhum, e até as odeio, são aquelas que envolvem as figuras de genros e sogras, onde os inventores os colocam, de uma maneira generalizada e sarcástica, na condição de inimigos ferrenhos entre si, o que, como se sabe, na  grande maioria das famílias, isto não acontece.

Esta reação psicológica me é causada porque, no meu ponto de vista, as sogras na condição de mãe das esposas dos genros, elas se tornam as principais responsáveis pela existência dos filhos do casal. Por isso é que, para o bom pai, as avós de seus filhos são significativas. Em razão disso, elas se tornam elementos principais de um grupo familiar e acredito que a grande maioria dos pais tem este mesmo entendimento ou, pelo menos, deveriam pensar assim também.

Daí, o meu repúdio às piadinhas de mau gosto que envolvem os dois membros essenciais de uma família, colocando-os em condição antagônica num grupo tão afetuoso e de grande importância para a formação das pessoas.  Assim e na condição de pai que ama seus filhos, e mesmo consciente de que aquilo se trata de meras brincadeiras, de mau gosto, diga-se de passagem, continuo não achando graça das piadinhas que maculam as imagens daqueles dois elementos principais de uma família e os colocam numa condição de odiosos inimigos entre si.

 

(João Francisco do Nascimento, advogado militante em Goiânia, OAB-GO 2544, e articulista do Diário da Manhã – e-mail: [email protected])

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