Brasil

Atenção, senhores e senhoras médicos, enfermeiros e similares!

Redação DM

Publicado em 12 de julho de 2016 às 02:42 | Atualizado há 10 anos

Todos os médicos, enfermeiros e paramédicos, enfim, todas as pessoas da  alcunhada “Saúde Pública” deveriam ler o artigo “Juramento de hipócritas” do advogado criminalista Manoel L. Bezerra Rocha publicado, neste Caderno, na edição de quarta-feira na página 2. O seu potencial articulador e experiência profissional mpõem-se com evidencias axiomáticas que derreterão os olhos dos bandidos e bandidas de branco – de branco não de banco – se consigam ler e tenham a mínima noção de fenomenologia, lógico. Não me contenho e transcrevo um parágrafo do monumental artigo, repetindo: “Juramento de hipócritas.” Ei-lo:

“É inegável que ainda existem e, espero, sempre existirão médicos vocacionados e conscientes da importância e da grandeza da verdadeira medicina. Estes engrandecem o ofício, preservando essa tão elevada arte em seu lugar de destaque, tendo sempre em mente os ditames de suas consciências auxiliados pelos mandamentos de Hipócrates” (460 A.C. – 377 A.C), considerado o “pai da medicina”, que um dia juraram seguir: “Juro, seguindo o poder e a minha razão aplicar o meu entendimento para o bem do doente, nunca para causar dano. Conservarei imaculada minha vida e minha arte. Em toda casa, entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução.”

O eminente articulista criminalista tocou no epicentro da “ferida” quando mencionou a discriminação aos médicos cubanos logo que desembarcaram no Brasil, repudiada, logicamente, pela população, quando foram humilhados com frases do tipo: “Elas têm cara de empregada doméstica” ou: “Parecem operários da construção civil” e, talvez, ainda mais, quando citou que o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) afirmou, abrindo aspas: “Bons médicos querem trabalhar no primeiro mundo.” Ora, nos Estados Unidos a formação de um médico custa 100.000 dólares, imagine o quanto estes ingratos custaram aos nossos cofres, aliás, imaginemos o custo, apenas, de uma unidade da USP, com todo o pessoal, equipamentos moderníssimos, uma teta aonde os mais nobres políticos – os de “colarinhos brancos” – mamam adoidados, milhões não, põe bilhões nisso nestas últimas décadas, então, depois desses vadios e vadias se formarem aqui, à custa do Erário, conseguem bolsas no “Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico” (CNPQ) e no Capes “Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior” – nível superior! – para fazerem, no exterior os seus mestrados e doutorados, suas especializações e, num descarado ato, considerado por muitos brasileiros e brasileiras como golpe e que em muitos países seriam punidos com a pena de morte por serem considerados atos de traição à pátria, acabam ficando e enriquecendo por lá, prestando serviços a um país estrangeiro, até passível de tornar-se inimigo porque a maioria desses países do alcunhado primeiro mundo, falidos moralmente, estão de “olho grande” na água e nos minérios da nossa Amazônia.

Para quem sabe ler um pingo não é uma letra é apenas um sinal, por sinal, um sinal desnecessário e, para quem achou que eu fui muito rude, inconveniente, com a classe, no artigo intitulado “Doutor Carlos, o senhor não é doutor”, quando troquei a última sílaba da palavra médicos, ou seja, o  “o” por  “u” – referindo-me, evidentemente, à maioria não à constrangida minoria dos profissionais – então, especialmente para estes transcrevo, para finalizar, mais um trechinho do magnífico artigo, repetindo: “Juramento de hipócritas”, ei-lo:

“A frieza e a desumanidade dos autodenominados ‘profissionais da saúde’ são condizentes com a atual crise de humanidade e, consequentemente, de uma nefasta inversão de valores, onde o amor e o respeito ao próximo foram substituídos pela ‘mais-valia’, na qual o ser humano não passa de uma peça com perspectivas de lucro ou de uma conveniência para a satisfação de interesses egoístas. As atitudes dos ‘profissionais da saúde’, comportando-se como abutres famintos e ávidos para tirarem o máximo proveito das desgraças e aflições alheias, revelam o caos teleológico e a plena indigência deontológica da classe médica já na fase de suas formações acadêmicas. A quase totalidade dos estudantes de Medicina do Brasil é oriunda de uma classe social elitizada, portanto soberba e encrustada numa cultura segregacionista, individualista e de absoluto desprezo pelo ser humano com maior ênfase àquelas pessoas pertencentes a classes de inferioridade financeira. Essas são vistas apenas como cobaias para seus ensaios e pretensões de enriquecimento…” E por aí vai. Tenho certeza absoluta que o misericordioso leitor deste matutino vanguardista haverá de deliciar-se e, acredito mesmo, sobretudo, que um ou dois, desses vadios ou vadias, haverão de arrepender-se e retornar do caminho direto para os quinto dos infernos, aliás, quinto não, nonagésimo! Até.

 

(Henrique Dias, jornalista)

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