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Autoridade Palestina apresenta pela primeira vez acusações contra Israel no TPI

Redação DM

Publicado em 24 de junho de 2015 às 22:55 | Atualizado há 11 anos

AMSTERDÃ — A Autoridade Nacional Palestina fez sua primeira apresentação sobre supostos crimes de guerra praticados por Israel ao Tribunal Penal Internacional (TPI) nesta quinta-feira, tentando acelerar uma investigação da corte europeia sobre os abusos cometidos durante o conflito na Faixa de Gaza no ano passado.

Do lado de fora do TPI após uma reunião com o promotor-chefe do tribunal, Fatou Bensouda, o ministro das Relações Exteriores palestino, Riyad al-Maliki, disse que tinha apresentado documentos sobre o conflito de Gaza, os assentamentos israelenses em terras ocupadas onde os palestinos querem um estado e tratamento dos prisioneiros palestinos detidos por Israel.

— A Palestina é um teste para a credibilidade dos mecanismos internacionais. Um teste que mundo não se pode dar ao luxo de falhar. A Palestina decidiu procurar a Justiça, não a vingança — disse Maliki.

A Autoridade Palestina se juntou ao tribunal sediado em Haia em abril e Bensouda iniciou um inquérito preliminar sobre a situação.

Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram na segunda-feira que grupos militantes israelenses e palestinos cometeram graves abusos da lei humanitária internacional durante o conflito de Gaza em 2014, que podem ser considerados como crimes de guerra.

Cabe a Bensouda decidir se e quando uma investigação formal de crimes de guerra será iniciada. Israel se opõe ao TPI e informou que não iria cooperar com os procuradores.

Israel nega alegações de crimes de guerra pelas suas forças durante a guerra de Gaza em 2014 e acusa militantes islâmicos que controlam o território de atrocidades ao disparar milhares de foguetes contra cidades israelenses.

Um cessar-fogo em agosto terminou com 50 dias de combates entre militantes de Gaza e Israel, em que as autoridades de saúde disseram que mais de 2.100 palestinos, a maioria civis, foram mortos. Do lado de Israel, 67 soldados foram mortos e seis civis.


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