Brasil

Bolsonaro depõe por 5 minutos e repete que queria consertar arma apreendida em blitz, diz defesa

Redação Online

Publicado em 23 de junho de 2026 às 21:13 | Atualizado há 1 hora

Polícia Civil do DF chega à residência de Bolsonaro para ouvi-lo sobre arma apreendida | Foto: TV Anhanguera
Polícia Civil do DF chega à residência de Bolsonaro para ouvi-lo sobre arma apreendida | Foto: TV Anhanguera

O delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, chegou ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por volta das 14h30 e saiu 40 minutos depois. O ex-presidente respondeu a todas as perguntas da investigação.

Segundo o advogado Paulo Cunha Bueno, Bolsonaro repetiu a versão já apresentada ao STF: que pediu ajuda a um militar da segurança presidencial por identificar que a pistola não estava funcionando. Ele disse que não pediu que o militar levasse a arma para conserto, mas que averiguasse o funcionamento.

A pistola estava no carro de um militar do GSI que atua na segurança do ex-presidente. A arma foi apreendida por não estar acompanhada do certificado de registro. O caso é investigado pela PCDF e acompanhado pelo STF.

Investigadores apontam duas possibilidades: infração administrativa (porte de arma devidamente registrada, mas sem documentação) ou violação do Estatuto do Desarmamento (crime de transportar arma de uso restrito sem autorização), com pena de 3 a 6 anos de prisão.

O militar Estácio Leite da Silva Filho, vinculado ao GSI, prestou depoimento e foi liberado. Ele afirmou que a arma estava sendo transportada para reparos e seria devolvida ao ex-presidente.


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