Como deixar de ser vítima?
Redação DM
Publicado em 27 de novembro de 2016 às 01:03 | Atualizado há 10 anosConfesso que eu odiava, quando pré-adolescente, meu pai me chamava de vítima.
A forma de eu tentar convencê-lo a me dar alguma coisa era através do choro.
Eu chorava mesmo! Rsrs
Essa minha experiência tem forte influência, para eu de algum modo, ajudar as pessoas a abrirem mão da condição de vítima.
Vítima do marido, dos filhos preguiçosos, do chefe perseguidor, da balança, dos amigos traíras, das medidas governamentais, das circunstâncias.
Os homens também tem seu jeito de vítima…
Da mulher, dos filhos desobedientes, do salário baixo, da sogra, do técnico do Flamengo, rsrs
Vítimas da vida!
Até hoje fico atenta às minhas reações quando algo negativo me acontece.
Se vou agir como aquela menina chorona ou uma mulher que usa o problema a meu favor.
E me empoderar da minha capacidade de mudar as coisas positivamente.
Nada de errado em chorar, senão, seria a voz do machismo que despreza os sentimentos ao dizer ser ‘coisa de mulher’!
O problema é usar o choro, lamentação ou silêncio, como a única estratégia!
Criança e adolescente usa os recursos próprios da idade, e a pessoa adulta deve ter inúmeras estratégias.
E chegar ao ponto de parar de atrair coisas negativas!
Qual é caminho?
Seja sincera (o) ao responder as perguntas, “qual é a minha responsabilidade nessa história?” “O que eu posso fazer para que não se repita?”
Ao assumir sua responsabilidade, você ganha poder para resolver o problema, na parte que lhe cabe.
Esse poder afasta a repetição de histórias negativas.
Daí, você não mais esconderá o seu potencial por trás da vítima!
(Selma Arau escreve aos domingos, palestrante, orientadora sexual, autora do livro Boa de Cama, disponível em www.amazon.com. Instagram: @selmaarauescritora – fan page: Selmaarauoficial)