Cozinheiro é preso suspeito de estuprar e matar idosa em Guarulhos após imagens
Fernando Henrique - Estágio DM
Publicado em 5 de maio de 2026 às 13:42 | Atualizado há 2 meses
Câmeras de segurança registraram movimentação do suspeito antes do crime em Guarulhos | Foto: Reprodução
Um cozinheiro de 34 anos foi preso em flagrante sob suspeita de estuprar e matar uma vizinha de 65 anos, em Guarulhos, na Grande São Paulo, na madrugada do último sábado (2).
A vítima tinha esquizofrenia e morava a três casas de distância do suspeito, no Jardim São Gabriel.
O suspeito passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (4) e teve a prisão convertida em preventiva (sem prazo).
Ele foi representado pela Defensoria Pública, que afirmou ter participado da audiência para verificar a legalidade da prisão. “As manifestações sobre casos criminais são realizadas exclusivamente nos autos do processo”, afirmou o órgão.
Investigação e prisão
A polícia chegou ao cozinheiro por meio de imagens de câmeras de monitoramento que mostram o suspeito caminhando pela rua e entrando na casa de Marly Baptista Pimenta. Ele foi identificado, de acordo com a investigação, pois tem a mobilidade reduzida e manca ao caminhar.
Nas imagens, é possível ver o suspeito pular o portão da residência, andar por um muro e acessar um terreno baldio para entrar na casa da vítima. A polícia apurou que o suspeito conhecia a rotina de Marly.
Ele foi preso no domingo (3), na cozinha do restaurante onde trabalha.
De acordo com o boletim de ocorrência, ele confessou o estupro, mas negou que tenha matado a vizinha. Marly foi morta por asfixia, provavelmente com uso de um travesseiro, afirma a polícia.
Na casa dele, foram encontradas uma calça vinho e uma camiseta branca, como as que o suspeito aparece vestindo no vídeo. Havia marcas de sangue nas vestes, de acordo com a polícia.
O caso foi registrado como estupro e feminicídio na Delegacia Seccional de Guarulhos, segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública).
Feminicídios em alta no estado
O estado de São Paulo registrou, no primeiro trimestre de 2026, o maior número de feminicídios entre todos os trimestres da série histórica, iniciada em 2018. Foram 86 casos entre janeiro e março — 27 em janeiro, 29 em fevereiro e 30 em março —, alta de 41% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando houve 61 registros (22, 20 e 19, respectivamente), segundo dados divulgados na quinta-feira (30) pela SSP (Secretaria da Segurança Pública).
O dado consolida uma tendência de crescimento observada ao longo dos últimos anos, com algumas oscilações. Os registros somados de todo o ano passado foram os maiores da série. (Francisco Lima Neto/FOLHAPRESS)