Crianças índigo e cristal
Redação DM
Publicado em 17 de maio de 2016 às 02:40 | Atualizado há 10 anosO médium Divaldo Franco, em sua palestra “Transição Planetária”, proferida em várias cidades brasileiras desde 2006, faz questão de lembrar que um mundo melhor, tal como todos nós desejamos, requer pessoas melhores.
E como está o nosso mundo? Há conflitos em quase todos os continentes. As atrocidades do Estado Islâmico, as guerras civis na Síria, na Líbia, no Congo, o drama dos refugiados na Europa, os conflitos no Egito e no Iêmen, os atentados suicidas em Paris e Bruxelas, o morticínio causado pelo Boko Haran na Nigéria, a tensão entre a Coréia do Norte e os Estados Unidos, o eterno clima belicoso entre árabes e judeus, as agressões entre a Rússia e a Ucrânia. E, para completar, uma profunda crise político-econômica, causada por desmandos de toda sorte, está impingindo sofrimento aos brasileiros.
Felizmente, esta nossa crise é incruenta, não tem derramamento de sangue na população. Todavia, de uma certa forma a nação está sangrando. Esvaem-se pelo ralo da corrupção os valores espirituais de que o Brasil se ufanava. Nesse aspecto sangra o “Coração do Mundo”, como intitulou Humberto de Campos o nosso país. A “Pátria do Evangelho” sofre. A Constituição Federal, Carta das leis dos homens, pode até estar sendo cumprida, mas o Evangelho, onde se inscrevem as leis de amor ao próximo, ditadas por Jesus, este foi rasgado. Foi ferido pelo egocentrismo dos homens, pelo predomínio dos interesses pessoais em detrimento dos interesses coletivos.
Mas, nem tudo está perdido. Aliás, nada está perdido. No capítulo seis, terceira parte do Livro dos Espíritos, Allan Kardec fala sobre a Lei da Destruição, fundamental para haver renovação, seja de natureza sísmica do planeta e seus fenômenos geológicos, como no contexto emocional, social, psicológico, ambiental, econômico e, particularmente, moral. O Mestre Jesus lembra que “o trigo tem que cair, apodrecer e morrer para poder nascer, crescer e dar frutos cento por um”. Esta é a Lei!
A esperança está em uma plêiade de seres humanos especiais, que estão chegando ao nosso mundo nos últimos anos. São as chamadas crianças índigo e cristal. Espíritos de alta estirpe que Deus está mandando para conduzir e melhorar a humanidade, nos aspectos intelectual, moral e espiritual.
O grande orador e médium espírita Divaldo Franco esclarece que, após estudos e cálculos minuciosos, pesquisadores como Freidrich Wilhelm Bessel, Paul Otto Hesse, José Commas Solas e Edmund Halley descobriram que o sistema solar gravita em torno da estrela Alcione, de terceira grandeza, completando uma volta elíptica a cada 26 mil anos. Essa estrela possui um gigantesco anel de radiação conhecido como Cinturão de Fótons (fóton é a partícula mínima da constituição da luz). Em meados de 1972 o sistema solar começou a adentrar esse anel, com a Terra fazendo o mesmo em 1987. Os hindus chamam de Era da Luz, este novo momento em que vivemos. Em 2012 o nosso planeta já estava totalmente imerso nesse enorme campo luminoso.
A partir de então as crianças índigo e cristal começaram a nascer aos milhões em todos os continentes, nas grandes metrópoles do mundo como nas pequenas cidades e até nas vilas, povoados e nas aldeias mais distantes, entre os povos chamados civilizados e os povos ditos selvagens. Essas crianças serão os líderes de amanhã e conduzirão com sabedoria e nobreza, os destinos do nosso planeta, independentemente das fronteiras e de classes sociais. São como catalisadoras para desencadear as realizações necessárias ao progresso da humanidade. Elas também nos ajudarão a mudar o foco do Eu para o Próximo.
Em um dos seus mais recentes livros que tem por título A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal, Divaldo Franco discorre sobre quem são esses seres especiais. Ele conta que desde os anos 70s psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar. Eram crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se tratava de uma nova geração. Uma geração especial, moldada por Deus para este momento de grande transição da Terra.
As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra Nancy e Ann Tape). Já as crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura brilhante, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira. Desde cedo elas parecem estar conscientes de que pertencem, realmente, a uma geração especial.
A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por natureza, não aceita permanecer em fila, não é capaz de ficar sentada por mais de cinco minutos, não teme ameaças. Não se pode fazer com elas certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, primar pela verdade, ter autenticidade, conviver e, acima de tudo, amá-las.
A recomendação é que os pais, em casa, observem melhor a conduta dos filhos, evitando as punições e dialogando mais. Alguns pais ainda insistem na imposição, não têm tempo para dedicar-se aos filhos, não negociam com eles as decisões que lhes dizem respeito. Acontece que essas crianças simplesmente não aceitam estruturas rígidas, não toleram ser enganadas, não temem ameaças e, dotadas que são de elevado grau de intuição, elas sempre percebem as verdadeiras intenções e as fraquezas dos adultos.
Por outro lado, o modelo atual de ensino continua sendo imposto e sem muita interação. Não escuta o estudante nem o motiva a participar. Ora, este modelo é incompatível com os índigos, gerando, muitas vezes, um conflito ainda mais grave do que aquele existente nas relações com a família. Principalmente pela falta de vínculos afetivos e de amor. Como elas possuem uma estrutura mental diferente, resolvem problemas conhecidos de uma maneira diferente, além de raciocinarem de formas distintas, o que é incompatível com esse modelo em voga.
Nas escolas convencionais, as crianças índigo, por “insuportáveis”, são tidas como TDA e TDAH, crianças com déficit de atenção e hiperativas. Os pais, então, apelam para os médicos, que, por sua vez, prescrevem a Ritalina, conhecida como a droga da obediência. Isso está acontecendo, principalmente nos Estados Unidos e na Europa. A criança fica acessível mas perde a espontaneidade. O seu cérebro, intoxicado por essa substância química certamente vai reclamar, na adolescência, outro tipo de droga.
Os especialistas recomendam métodos educacionais mais adequados, como por exemplo, aqueles baseados nas propostas de Maria Montessori, que criou em Roma, em 1907, a célebre Casa dei Bambini ou ainda os desenvolvidos pelo Dr. Rudolf Steiner, o criador da antroposofia, que consistem basicamente no amor à criança. A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está em formação e merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição e deve ser tratada como criança.
Estima-se que cerca de 85% dos nascimentos atuais são de crianças índigo e cristal, o que exige um novo modelo de pedagogia e uma nova consciência da parte dos pais sobre a melhor forma de educá-las. Segundo os estudiosos, essa nova forma deve ser baseada no Amor. Pestalozzi, em sua célebre escola de Yverdon, onde estudou Allan Kardec, já proclamava, há mais de duzentos anos, que a base da educação é o amor. E quem, melhor do que ninguém pode oferecer amor a um filho senão seus pais? Babás, ainda que sejam pedagogas ou psicólogas e por mais bem remuneradas que sejam, não podem substituir a mãe no processo de formação do filho. Amor não se contrata. Amor não se compra.
(Cícero Sousa, escritor e conferencista, advogado e consultor jurídico do Sebrae (cicerosousa11@yahoo.com.br))