Dever cívico
Redação DM
Publicado em 5 de novembro de 2016 às 01:36 | Atualizado há 2 anosLonge de ser uma forma de protesto votar nulo, em branco ou simplesmente não comparecer não é uma atitude inteligente. Você receberá como prêmio aquilo que não queria. E isto vem se agravando a cada eleição. As más escolhas passadas geraram este quadro. Quem não vai então é um total irresponsável. O faz porque a multa é baixa. Se fosse expressiva, tipo 1 SM, estaria lá bonitinho. E se os candidatos que sobraram não era o seu preferido, vote naquele que causaria menos danos. E estará cumprindo um dever cívico e minimizando um quadro por demais caótico.
(Paulo Henrique Coimbra de Oliveira, via e-mail)
Expectativa

Incomoda-me o silêncio da Lava Jato sobre os malfeitos de Lula. Todos os dias pela manhã, acordo-me com o coração cheio de esperança de que, ao ligar o televisor para assistir aos telejornais, terei o prazer de ouvir que a velha raposa foi aprisionada. Essa expectativa está mexendo com o meu emocional. Já estou sentindo dores de cabeça, azia, má digestão e o meu sono não está sendo reparador. Quando ouço dizer que estão querendo melar a Operação Lava Jato, caio por terra. Essa história de que uma escuta telefônica não pode durar mais de trinta dias pode deixar tudo como dantes no quartel de Abrantes. É bem provável que os criminosos sejam indenizados por danos morais. Senhor juiz Sérgio Moro, dê aos brasileiros um presente de Natal.
(Jeovah Batista, via e-mail)
Criança no Brasil

Criança no Brasil não é prioridade porque ainda não tem título de eleitor, não é dona das empresas de pesquisas eleitorais e estatísticas. Políticos e partidos políticos usam a mídia paga com o nosso dinheiro para discutirem quem é pior entre eles, usam o tema crianças e prometem o que jamais farão ou fizeram para benefício de milhões delas. Infelizmente nossas crianças correm perigo, sobrevivendo neste atual sistema político brasileiro, que por negligência dos governantes golpistas, estão expostamente desassistidas e sem qualquer proteção. Como podemos ficar sossegados, quando os nossos filhos estão, pelo menos, milimetricamente afastados de nós por alguns instantes? Como podemos ficar sossegados, quando assistimos a cenas lastimáveis de pessoas, se livrando de crianças como se estas fossem lixos? Não acreditamos também, que mesmo alguém que goste mais de bicho do que de gente, não tenha a sensibilidade diante do sofrimento de um bebê. Está bem claro, que os governantes são responsáveis pelo estado de abandono de seu povo, e não ofereçam condições mínimas para que possamos criar os nossos filhos com segurança e dignidade. Crianças morrem todos os dias, vitimadas pelo mau-caratismo do adulto. Crianças morrem por bala perdida oficial ou da marginalidade, por abuso sexual nas mãos de quem deveria estar cuidando, morrem nas estatísticas da mortalidade infantil, morrem devido ao estado de pobreza de pais e mães sem condições para uma boa criação, ou morrem porque muitas são concebidas aleatoriamente, sobretudo quando mães são influenciadas por vários setores da mídia e do meio artístico, que enfatizam a produção independente.
(João Silvino, via e-mail)
Anti ou pró-corrupção?!

Este pacote das 10 medidas contra corrupção elaborado pelo Ministério Público Federal, e apoiado pela nossa sociedade com mais de um milhão de assinaturas, e que se encontra em discussão na Câmara, corre sério risco de se tornar um pacote “pró-corrupção”! Uma manobra ardilosa está em curso no Parlamento, que pode anistiar do crime de “caixa dois” partidos e parlamentares que se utilizaram de recursos ilícitos em campanha eleitoral até antes da provável aprovação deste projeto sugerido pelo MPF. E se materializada esta excrescência da anistia pelo Congresso, muitos dos envolvidos na Operação Lava Jato podem se beneficiar e se livrar de agudas condenações pelo nosso Judiciário. Ora, o crime de caixa dois já consta do nosso Código Eleitoral. O que falta, como propõe o MPF, é incluir e criminalizar também os partidos políticos que captam recursos de origem ilícita com o objetivo de ocultar esses valores ao Tribunal Superior Eleitoral. E o que não podemos é perder de vista esta manobra dos congressistas…
(Paulo Panossian, via e-mail)