Brasil

É preciso esquecer a teoria da Conspiração

Redação DM

Publicado em 28 de abril de 2016 às 01:47 | Atualizado há 10 anos

Estamos em crise e isso nos afeta, começando pelo bolso e passando pelas noites insônes. O furacão econômico engole diretamente patrões e empregados. Ricos e pobres. Todos com medo do amanhã.

Em fevereiro a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projetava a demissão de 245 mil trabalhadores até o final deste ano. Vale lembrar que em 2015, a mesma entidade contabilizou 181 mil vagas devastadas por uma economia sem solidez. Em resumo: menos gente comprando, mais empresas fechando como o velho clichê dita: 2 + 2 são 4.

No palco da platéia que chora a falta do emprego estão os patrões falidos ou quase. O fechamento da empresa traz dor e sofrimento para quem acreditou em um projeto de vida. É o sentimento do filho que abandona os pais antes do tempo.

Nos primeiros três meses deste ano, o centro industrial do País, São Paulo, teve mais de 4 mil fábricas fechadas, segundo a Junta Comercial do Estado.

Até quando viveremos destas manchetes que deprimem e angustiam até mesmo o ser humano que está empregado ? Respira fundo.

O certo é que não podemos viver  nossos dias remoendo sobre o que fizeram do País. Deixemos a Teoria da Conspiração para os historiadores relatarem em livros e avancemos ao futuro.

Esqueça o que passou ou passa.

É momento de refazer a vida, buscar novas oportunidades, qualificar e empreender em algo que pode dar certo. Construa idéias. Aliás, escolha a melhor.

Motive-se e cresça o seu novo projeto de vida. Desenvolva o seu plano de negócios seja com ajuda de algum amigo especialista na área, consultor ou até do Sebrae.

Para aqueles que não tem capital inicial ou de giro é necessário pensamento empreendedor e afinidade com outras pessoas que buscam uma situação melhor.

É preciso confiar na Teoria do Melhor acreditando no seu projeto, defendendo-o,  conquistando aliados e não obstrutores.

Na história da humanidade  tivemos muitas crises, quedas de impérios. Basta lembrar da crise de 1929 Norte Americana, onde a maior potência mundial viu suas bolsas de valores quebrarem e ricos ficaram pobres em poucas horas.

Portanto, essa não será nossa primeira crise nem a última, mas saber lidar nos momentos de crises é o grande diferencial diante daqueles que oprimem ou que são pessimistas.

 

(Helder Vinhal de Carvalho, consultor e administrador de empresas e especialista em Negócios para Executivos pela FGV/Eaesp)

 

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