Brasil

Eleições: a hora da verdade entre o cidadão e a democracia

Redação DM

Publicado em 2 de outubro de 2016 às 01:55 | Atualizado há 10 anos

“A política baseada na justiça e na ética, é a mais perfeita forma de amor evangélico. Papa Paulo VI

Nesse domingo, dia 2 de outubro de 2016 nós brasileiros temos um novo encontro com a democracia: vamos às urnas para escolher prefeitos e vereadores de nossas cidades. Esse é um ato que se reveste de muito simbolismo porque são eles a base dos Poderes Executivo e Legislativo mais próximos da população, que vão decidir as leis que vão nos reger pelos próximos dois anos e que vão gerir serviços essenciais como saúde, educação, mobilidade urbana, infraestrutura, assistência social, iluminação das ruas, cultura e lazer, esportes e até a vida comunitária que fazem parte do dia a dia de nossa gente.

O futuro de nossas cidades estará nas mãos deles, mas isso só se dará porque vamos transferir para eles o poder de decidir o futuro que está em nossas mãos. O que eles receberão é um mandato, uma procuração para governarem em nosso nome e é apenas isto que ocorrerá: prefeitos e vereadores, assim como ocorre com deputados, senadores, governadores e presidentes, são apenas representantes do povo no exercício das funções de legislar e administrar. É muito equivocado pensar que eles se tornam indivíduos acima do normal da cidadania e sobre isto devemos pensar no instante de escolher nossos representantes e gestores municipais. Se somos os titulares do poder de transformar a história precisamos exercer esse poder de forma equilibrada, serena e raciocinada para não incorrermos em erros como historicamente fizemos e sofremos as consequências.

A maçonaria universal prega o respeito à crença e às concepções filosóficas de cada indivíduo, mas orienta suas instruções de forma muito reta no sentido de que é preciso ter ética e compromisso com a verdade em todos – mas, absolutamente todos – os instantes de nossas vidas, porque só ela é totalmente libertadora. Assim, a Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás (GLEG) faz coro às potências maçônicas do Brasil em todas as Unidades da Federação, para que nossos irmãos indiquem voto apenas em candidatos que tenha compromisso com esses conceitos de ética, verdade e respeito ao bem comum. Além disso integramos todos os estamentos da sociedade que trabalham de forma abnegada e voluntária para o império da ética na política, como agora estamos à frente dos comitês contra o caixa dois nas campanhas eleitorais e somos fiscais incansáveis do exercício pleno da legislação para conter abusos de quem quer que seja, inclusive se algum irmão nosso incorrer em desvios de conduta.

A democracia brasileira está suficientemente amadurecida para conduzir um processo sucessório dessa monta. Temos instituições sólidas e atuantes, com capacidade para exercer o poder de investigar, apurar e punir quem se locupleta do direito de cidadania. Todavia, precisamos ser atentos ao nosso redor para não errarmos nós mesmos na hora de escolhermos nossos representantes.

Todos queremos escolas de qualidade e públicas para atender a população que não pode pagar por uma educação particular. Queremos saúde pública também de qualidade e que atenda às demandas da população. Ansiamos pela erradicação da pobreza e pela diminuição das injustiças sociais, da pobreza e da miséria. Queremos ruas iluminadas e com asfalto bem cuidado. Queremos que o dinheiro pago em impostos retorne em benfeitorias para nossas cidades e que não sejam praticados desvios de recursos que deveriam servir para aplacar o sofrimento de milhões de irmãos. Mas, na hora de escolher quem irá governar nossas cidades somos tomados por paixões que cegam a razão e preconceitos que nos afastam da possiblidade de poder escolher corretamente quem será nosso delegado no exercício do poder.

Precisamos saber que o poder de fazer a história tem origem no poder de decidir e que a escolha que fizermos hoje terá efeitos pelos próximos quatro anos e ainda que nos arrependamos vamos sofrer consequências que podem ser muito danosas para todos. Existem candidatos bons e candidatos ruins. Há candidatos já experimentados na política que deram sua contribuição inconteste. Há outros que também receberam seus mandatos, mas não souberam honrar o voto de seus eleitores. Há quem faz da política uma profissão e não deixa a atividade por recurso algum. Há até mesmo quem insista em permanecer na vida pública para fugir de sua vida privada. O imperioso é que saibamos peneirar de forma sábia e equilibrada quais as virtudes de quem podemos confiar nosso voto e quem precisamos colocar para ser nosso legislador ou prefeito de nossa cidade. Um indivíduo que tenha histórico de mentiras ou vida imprópria, que não tenha absoluta transparência em seus atos e não faça o mínimo para merecer a confiança das nossas famílias não pode e não deve receber nosso voto. Em um momento seguinte não podemos recomendar que outras pessoas votem nele. Precisamos ser responsáveis com nossas convicções sem sermos sectários em nossas posições políticas na hora de escolher.

A vida moderna nos permite uma infinidade de condições de pesquisar e investigar de modo esclarecedor a vida, as ideias, a postura pessoal e pública de cada candidato. Basta lançarmos mão dessas ferramentas para termos representantes dignos de gerir os destinos de nossa sociedade.

Rogamos ao Grande Arquiteto Do Universo que ilumine corações e mentes de nossa população preparada para votar para que faça a melhor escolha e devolva aos brasileiros a certeza de que nosso país viverá dias de perfeita harmonia com a história e concórdia entre os irmãos. Que assim seja.

 

Adolfo Ribeiro Valadares, Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás

 

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