Entrando sem pedir permissão
Redação DM
Publicado em 10 de março de 2016 às 02:02 | Atualizado há 10 anos
Vejo e leio com satisfação os artigos escritos pelo Grão Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás Adolfo Valadares, na essência de seus artigos eu me identifico muito e me animo ao ver que a Maçonaria está viva e atuante, fazendo o seu papel político transformador, não apenas em nome de projetos pessoais, mas sim de interesse da humanidade, cuja nossa principal missão é fazê-la feliz.
Um dos temas abordados nos artigos é a valorização da família como agente de formação educacional, guardiã dos valores cívicos, morais e cristãos.
Somos diariamente bombardeados pela cultura consumista que vende falsos valores.
De que adianta transmitir aos nossos filhos bons ensinamentos se temos algo nocivo, entrando sem bater em nossos lares diariamente.
Infelizmente a programação televisiva em nosso país não é nossa parceira na educação da nossa família, muito pelo contrário. O que nos intriga é que tem alguns programas bons, mas eles passam em horários de baixa audiência, mas nos horários considerados nobres submetem nossos jovens a influência negativa de posturas nada condizentes com a prática dos bons costumes.
Estamos hoje colhendo os frutos desta invasão cultural, no comportamento, nos valores espirituais de sociais de grande parte de nossa juventude, traumas irreversíveis.
Temos observado ao longo dos tempos o poder e a influência que a mídia exerce na grande maioria das pessoas, independente de qual mídia seja: televisão, internet, rádio, jornal, etc.
Os pais precisam desenvolver valores como: senso de responsabilidade, disciplina, cooperação, oferecendo a afetividade no lar. Assim, quando essa criança for participar da vida fora de casa, terá esses valores fundamentados na família, evitando que se tornem presas fáceis de qualquer grupo negativo.
Infelizmente pessoas falam, se vestem, se alimentam, votam, e agem influenciadas fortemente pela mídia seja ela qual for, e não podemos negar que a mídia é forte e poderosa mesmo, coloca e tira pessoas do poder, dá e tira sucesso de bandas e cantores musicais e muito mais, e o que me deixa mais triste é observar pessoas que se modelam dentro desse formato e se tornam verdadeiros robôs controlados pelo sistema sem nenhum tipo de atitude e vontade própria.
É com pesar que vejo certos programas cuja mídia e o marketing são tão fortes em torno desse programa que conseguem fazer com que milhares de pessoas fiquem de uma a duas horas no sofá de suas casas acompanhando um reality show capitalista e que não agrega nenhum tipo de valor moral e ético, pelo contrário faz uma apologia sutil de ensinamentos que eu tenho certeza que você não passaria para o seu filho. Vencer a qualquer preço, sedução e nudismo, depravação, enganação, traição e por aí vai. Isso é a mídia exercendo seu poder e influenciando pessoas.
A TV é consumida em grande escala desde os dois anos de idade, durante a infância e a adolescência. A programação e os anúncios da TV são frequentemente sensuais, e, muitas vezes, os adolescentes acreditam que aquilo que veem na TV seja real. Essa crença na realidade é maior entre crianças e adolescentes mais jovens, que são os maiores consumidores de TV.
A Maçonaria tem que estar atenta a esta situação e se posicionar de alguma forma. O período entre os 10 e os 20 anos é também decisivo na vida de uma pessoa, uma vez que o homem parece definir-se entre os 15-20 anos. É necessário nesta fase dar-lhes um porque para viver.
Em nossas sessões temos que dedicar quartos de hora para debater esta realidade perversa, os frutos estão ai aos nossos olhos, jovens entrando na vida do crime, sem limites e respeito ao próximo e ao patrimônio alheio.
Envolver nossas entidades paramaçônicas tais como os De Molay, as Filhas de Jó e as Cunhadas nestes questionamentos é algo urgente. Não podemos nos isolar da realidade, Enclausurados em nossos templos e salões de festa, enquanto aqui fora urge a necessária presença de homens de bons costumes que procuram tornar feliz a humanidade pela prática as solidariedade , da fraternidade e do combate aos vícios.
(Garibaldi Rizzo. Loja Maçônica União e Fraternidade nº 123- Goiânia-GO)