Eu gosto do Marconi!
Redação DM
Publicado em 27 de outubro de 2016 às 00:41 | Atualizado há 10 anosAcompanho a trajetória política de Marconi Perillo desde a década de 1980, quando o jovem era auxiliar do senador Henrique Santillo, que mantinha escritório político numa sala cedida pela Assembleia Legilastiva do Estado de Goiás nas dependências do órgão, uma prerrogativa também dos outros dois senadores goianos. Marconi trabalhava mais que todo mundo: chegava cedo, fazia de tudo e não tinha hora para sair do batente, sob a supervisão do professor Eduardo Almeida, enquanto a maioria de seus amigos estava no Canindé, na Praça da Cirrose, conversando e comendo churrasquinho. Foi ali, naquela sala do senador Santillo, que Marconi começou a reunir um grupo de rapazes e moças para refundar o PMDB-Jovem, que encontrava-se desmotivado, pois, o governador eleito em 1982, não dava a mínima para a organização partidária e preferia conduzir com mãos de ferro todas as ações dos diretórios municipais e estadual.
Com o incentivo do democrata por vocação Henrique Santillo, Marconi Perillo estimulava os jovens a visitarem os municípios criando comissões provisórias e revelando novas lideranças, às vezes contra a vontade dos líderes políticos locais, que não aceitavam a ampliação do leque de possibilidades de ingresso ao partido, sem que passasse por elas. Não foram poucos os momentos de tensão e até de um ou outro companheiro ter que sair meio corrido de uma cidade, depois de ter criado o embrião do novo movimento.
O PMDB-Jovem cresceu e, garanto, foi um dos sustentáculos da candidatura de Henrique Santillo ao governo de Goiás, já que aquele governador a que me referi, já preparava um golpe para impor o candidato que fosse do seu bolso e seguisse os seus ditames. Mobilizamos; organizamos encontros; fizemos cursos de formação política; editamos cartilhas; criamos jornal; pichamos muros, colamos cartazes, fomos para as ruas nos momentos decisivos da redemocratização brasileira e ajudamos na vitória de Santillo que, em reconhecimento, conclamou a maioria de nós, ainda quase imberbes, a assumir cargos importantes na administração progressista e que marcou a história de Goiás pela honestidade, apoio à Educação, à Cultura, à Saúde, ao planejamento e à democracia plena.
Santillo foi sabotado pelo cacique que perdera o cocar, mas virara ministro da Agricultura do governo José Sarney e de Brasília instalou um governo paralelo em Goiás, inclusive, destinando obras para o Estado, como os CEPAL’s, que eram inaugurados, assim como outras ações do ministério no Estado, sem a presença do governador Henrique Santillo, que sequer era convidado.
Quando aconteceu a tragédia do Césio 137, Sarney prometeu a Henrique Santillo que ele poderia despender o quanto fosse preciso para atender à emergência, que depois a União cobriria os custos. Ficou na promessa, não se sabe exatamente por qual razão, e os reflexos foram fatais para o governo Santillo.
Mas, nada melhor do que um dia atrás do outro. O dono do partido voltou a Goiás parecendo um pavão e achou que ninguém mais o desbancaria, até que um jovem deputado estadual, Marconi Perillo, único eleito com ligação direta com Santillo, começou a despontar e dar dor de cabeça ao então governador, que fez seu sucessor, mas viu aquele jovem desafeto conquistar o mandato de deputado federal.
O eterno candidato a tudo, impediu a reeleição quase certa do governador à época e achou que não tinha para ninguém contra ele. Enganou-se. O menino da camisa azul de mangas arregaçadas começou lá embaixo, com menos de 3%, enquanto ele detinha mais de 70% da intenções de voto. O “maior líder político de Goiás”, viu sua popularidade indo por água abaixo e Marconi Perillo fez história e continua fazendo.
Bastaria uma obra como o CRER para que Marconi Perillo marcasse sua passagem pela história de Goiás, mas, quem conhece Marconi sabe que ele não se contenta com pouco e ele revolucionou a administração de Goiás ao estabelecer a valorização do funcionalismo público, pagando em dia os salários e depositando o 13º do servidor no mês do seu aniversário; reformou e requalificacou o Centro Administrativo; criou o Renda Cidadã; o Bolsa Universitária; a Universidade Estadual de Goiás; o Bolsa Escola; o Bolsa Esporte; o Cheque Mais Moradia; o Cheque Reforma; o Cheque Comunitário; o Minha Casa Legal; construiu o Centro Cultural Oscar Niemeyer; construiu a Vila Cultural Cora Coralina no centro de Goiânia; construiu dois viadutos nas principais saídas da capital; duplicou todas as rodovias estaduais que dão acesso à Goiânia; iluminou as rodovias duplicadas; reinventou o HUGO; fez reanscer o HGG; construiu o HUGOL na região noroeste de Goiânia; reconstruiu o Autódromo Internacional de Goiânia; construiu o Centro de Excelência do Esporte e o novo e belo Estádio Olímpico; está construindo o Hospital do Servidor Público e o CREDEQ; enfim, não dá para listar aqui o que Marconi já fez e continua fazendo por Goiânia. O desafio é citar algum governador que investiu tanto quanto ele na capital.
O governador Marconi Perillo salvou Goiás, com medidas acertadas e no tempo exato, da crise econômica brasileira, não deixando que vivêssemos o que está acontecendo no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, coincidentemente, ambos governados pelo PMDB.
Se alguém não gosta de Marconi Perillo, geralmente, os motivos são de ordem pessoal ou política, mas, negar que ele é um incansável trabalhador pelo bem do povo goianiense e goiano, é querer menosprezar um homem que dedica quase sua vida toda ao bem da cidadania. Marconi não tem hora para dormir, tem poucos fins de semana livres e raramente tira alguns dias de descanso durante o ano. Preguiça é algo que não tem nada a ver com ele.
Como diria Nelson Rodrigues: “Toda unânimidade é burra”, mas, pior ainda é a cegueira por conveniência ou por falta de informação, quando as pessoas se deixam manipular por discursos vazios e raivosos, feitos por adversários que não aceitam as derrotas e passam a tentar destruir a imagem do vencedor, palavra esta que é quase um segundo nome de Marconi Perillo.
(João Aquino Batista, escritor)