Brasil

Fé para viver além das possibilidades

Redação DM

Publicado em 20 de abril de 2016 às 02:10 | Atualizado há 10 anos

Ufa, a vida dos brasileiros não está nada fácil. Vivemos um país de terra arrasada, saquearam a nação de forma inimaginável e os desafios são muitos. Mas somos homens de guerra e não podemos temer os desafios de cada dia. O Brasil é maior, muito maior que alguns políticos sem caráter e sem vergonha na cara!

Para os cristãos, o Senhor é perene refúgio. A eles Deus confidencia: entreguem-me os seus problemas e as suas dificuldades e as coloquem no altar em adoração, porque a vossa fé, dia após dia, os levará a viver além, muito além de vossas possibilidades.

Ora, estas são certezas bíblicas, porém, a vida não é um mar de rosas para nenhum ser vivente. Ou nós a vivemos como homens e mulheres valentes, ou morreremos como covardes. Não há terceira opção e vida é dom precioso (presente de Deus) e liberdade é direito do homem e da mulher (livre arbítrio).

Usufruir vida com liberdade de forma digna, exige empenho e exige valentia de nossa parte.  Valentia neste contexto, nada mais é que coragem e força em Deus, para superarmos as barreiras e os desafios.

A linha divisória que separa valentia de covardia é a nossa atitude. Ao ler Números, capítulo 35, versículos 1 a 15, entendemos que o povo judeu havia deixado o Egito, e, sobre liderança de Moisés, rumava em direção a Terra Prometida. Porém, as tribos de Rubem e de Gade decidiram não atravessar o rio Jordão, porque as terras antes do Jordão eram muito boas para a criação de gado. Ali era perfeito para eles passarem o resto de seus dias.

Este instante de vacilo dos chefes das duas tribos, simplesmente ecoou como covardia para Moisés. Ecoou como covardia também para Deus, porque nós não podemos abortar os planos de Deus em nossas vidas.

Assim como Rubem e Gade, também agem muitos cristãos que seguem a Deus até um determinado ponto. Depois hesitam em continuar porque querem sossego e menos trabalho.

Admoesto você, prezado leitor, que isso pode acender a ira de Deus, porque não podemos abdicar de viver os seus planos, e não podemos viver pelos nossos próprios parâmetros. Quando isso acontece é porque falta oração, falta o desejo de estar na presença de Deus; daí a carnalidade aflora e sufocamos o espírito de Deus que habita em nós.

Tudo o que nos intimida, revela nosso relacionamento com Deus, e como pais, a pior coisa que podemos fazer a nossos filhos é tentar livrá-los de situações desafiadoras. Todos, e qualquer um de nós, precisa encarar seus desafios sem procrastinação nenhuma, porque são os desafios vencidos que nos elevam a outros níveis.

A crítica sobre nós também é assim! Aceite-as e digira-as com ponderação e sem parcialidade.

Rubem e Gade se acovardaram porque pensaram em sua autopreservação. Então, eles duvidaram da palavra do Senhor, e por isso foram intimados por Moisés.

O Senhor não nos dá espírito de covardia, e cristãos não podem se acovardar frente a quaisquer obstáculos neste mundo que vivemos. Um mundo que sabemos, lamentavelmente, jaz no maligno.

Se este mundo jaz no maligno, nós precisamos honrar a Deus com nossas atitudes firmes. Não podemos engolir coisas fora dos princípios bíblicos. A ideologia de gênero, apenas para citar um exemplo, que o governo quis com unhas e dentes fazer valer, é uma dessas ignomínias abissais que, como cristãos, não podemos concordar. Essa lei teria vingado, não fosse ação corajosa e destemida de alguns cristãos verdadeiros, os quais não se acovardaram. Glória a Deus, por isso!

Em Atos 4 : 23 a 35, o apóstolo Paulo evidencia a importância da Igreja (nós somos a Igreja), estar em oração, e o versículo 31 enfatiza que após os discípulos terem orado, o lugar onde estavam reunidos tremeu, e todos ficaram cheios do Espírito Santo, isto é, cheios do poder de Deus.

Pedro havia renegado a Jesus por três vezes, por ocasião de sua prisão e sua morte. Pedro negou Jesus porque teve medo de morrer, ele, logo ele, o mais intrépido dos doze de Jesus. Mas, após a ressurreição de Jesus, após muita oração e joelho dobrado, todos os apóstolos de Jesus enchem-se do poder de Deus. Agora são confiantes, são destemidos, dão testemunhos eloquentes, realizam curas milagrosas, operam muitos dons, e neles havia abundante graça.

Quando o paralítico interpela a Pedro, este lhe diz: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho lhe dou: Em nome de Jesus, levanta-te e anda.”

E o paralítico foi imediatamente curado. Levantou-se e andou!

Quão estupendo, é a verdadeira fé! Quão estupendo é crer! Quão estupendo é presenciar milagres em nossas vidas!

Enfrentemos, pois, os nossos desafios sem nenhum temor. Deus é muito maior e se estivermos aliançados a ele, então está tudo tranquilo. E a oração é fundamental para sermos íntimos com Deus.

Precisamos amar a Deus sobre todas as coisas. Bens materiais são importantes, mas tudo que possuímos significa quase nada e como aqueles apóstolos, precisamos colocar nossos bens a serviço do reino de Deus. Nunca tema a pobreza porque Deus livra seus eleitos da pobreza e Ele deseja que você viva para manifestar o reino de Deus sobre a terra.

Então anuncie: Eis me aqui! Senhor, eu quero ser um referencial para ti. Eu quero atravessar o rio Jordão. Eu quero seguir e obedecer a sua palavra. Eu quero impactar as pessoas a minha volta. Eu quero que o teu poder e a tua glória me levante, levante esta cidade, levante esta nação que vive um momento tão incerto.

A cidade de Curitiba, nos últimos tempos, tem sido referência de transformação do país e de nossa sociedade, vamos, portanto, rechaçar a incredulidade e a covardia. Vamos abraçar a ousadia e a coragem, sempre aliançados a Jesus, este extraordinário homem Deus que ensinou o poder do amor e a maravilha do perdão.

É por tudo isso que sou cristão, ou um pequeno Cristo. Porque viver além das possibilidades… Só com Jesus, meu prezado!

 

(João Antonio Pagliosa é engenheiro agrônomo – www.palestrantejoaopagliosa.blogspot.com.br)

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