Garimpo racional e a exploração de jazimentos contribuirão para economia de Goiás!
Redação DM
Publicado em 16 de março de 2018 às 22:49 | Atualizado há 8 anosA extração de diamantes e ouro em aluviões, bem como outras substâncias minerais é uma atividade semi-artesanal secular que não emprega produtos quimicos em sua extração, sendo menos nociva que qualquer outra atividade ribeirinha rural, responsável por desmatamento e poluição com agrotóxicos. Apesar disso, erroneamente e injustificadamente os garimpos trabalhados de 50 anos pra cá tem sido vilão de todos os males dos vales dos rios Claro, Araguaia, Caiapó, vermelho, Crixás, Piracanjuba, Corumbá, Tocantins e muitos outros aqui no Estado de Goiás, inclusive os assoreamentos dos seus leitos por bancos de areia que na verdade são na maioria ds vezes resulta de ações dos grandes desmatamentos de suas margens por grandes projetos agropecuários implantados no Estado apartir dos anos 50, como também por diversas outras atividades antrópicas.
(Geólogo João José )
Hoje em Goiás estamos hibernando e confortavelmente descansando em berço esplendido. Novas gerações de jazidas, inclusive de pequeno porte, poderia permitir a evolução em relação ao “status quo” do Potêncial Mineral Goiano, permitindo – nos até avançar em termos de melhorias neste “ranking mineral”. Não é um sonho muito distante, caso fossemos arrojados e competentes procurando jogar muitas de nossas cartas e fichas também nos municípios limítrofes (Leste e Sudeste Goiano) ao estado de Minas Gerais (Paracatu), onde vem a ser explorada uma das maiores minas a Céu Aberto de Ouro do Mundo; como poderíamos também pesquisar em todo o estado de Goiás, sobretudo, gás natural, água potável, urânio, grafita, nióbio, erras raras, dentre outros minérios e substancias, principalmente nas regiôes de Caiaponia, Mineiros, Serranopolis, Itajá, Lagoa Santa, Itarumã, dentre outros municípios do Sudoeste e do Oeste Goiano, como também até na região produtiva do Noroeste do estado que ainda suporta muitas pesquisas alvissareiras a ponto de melhorar ainda nosso fabuloso potencial, no momento, por sinal, muito adormecido e muito defasado quanto ao fomento e apoio ao pequeno minerador!
Quando Diretor Operacional da Metago ( Metais de Goiás S.A) de 1991 à 1995, envidei calorosos e potentes esforços (tudo em vão) afim de se chegar à termos mais objetivos, pragmáticos e condizentes; mas os “superiores” por não serem da área fizeram ouvidos moucos. Se nossos clamores tivessem sido atendidos e levados a bom termo, poderíamos, hoje, nos vangloriar, buscando ascender à novos degraus e patamares da Sagrada Escada Evolutiva da Mineração! A visão por aqui é muito estreita, permitindo-me até parafrasear o que o Ex. Presidente do CREA, Eng. Civil Gerson Taguatinga, revelou quando se referiu à propriedade e oportunidadade de alocar aos cargos técnicos ocupados por politicos, substituindo-os por profissionais habilitados e credenciados em areas especialmente técnicas supervisionadas pelo Crea. Desde as mais priscas eras os Sumérios no inicio da Civilização do Planeta, possuíam suas raízes fincadas e alicerçadas na Mineração. No Brasil, a semelhança é totalmente verossímil, não sendo uma mera coincidência! O Brasil, através do seu potencial mineral, a muito já despertava a cobiça de grandes países e povos colonizadores do mundo evoluído, chegando ao ponto de até reconstruir Lisboa, quase que totalmente destruída devido aos grandes e tenebrosos efeitos fantasmagóricos e cataclismaticos de um portentoso terremoto que a vitimou, tanto material como levou à morte 2/3 de sua população no século XVIII.
A Mineração em Goias, desde o Brasil colonial fixou e imprimiu com muita garra e destemor suas bases e fronteiras fisiograficas e econômicas; além de imprimir ao Estado, desde aquela época, a atual pujança mineral e até industrial; Mauro Borges, grande visionário, através de sábias e gloriosas iniciativas alvissareiras, reconheceu esta virtude e vocação nata do nosso território idealizando aí a inédita iniciativa através da nobre idéia e coragem de materializar a fundamental Metago (Metais de Goiás S/A), constituindo – a e suprindo – a de competentes, sérios, abnegados e patrióticos servidores dos mais diversos escalões e matizes, fazendo com que Goiás viesse à ser uma unidade da federação, respeitada e reconhecida em termos nacionais e até globais como um dos baluartes na imprescindível área Mineral Chegamos ao 3º maior potêncial do país!!
No entanto, apartir de 1999, matamos e degolamos a nossa “galinha dos ovos de ouro”. A Metago, que nos proporcionou o forte e auspicioso desenvolvimento do Leste de Goiás (Catalão / Ouvidor), Luziânia, Cristalina e Norte do estado; Niquelândia, Barro alto, Uruaçu, Crixás, Pilar de Goiás, São Luís do Norte, Niquelândia, dentre outros. A Metago foi Liquidada, não se sabe até hoje por quê? Não é demais insistir nesta retórica: 90% do que temos hoje de potencial mineral em Goiás foi gerado durante o Governo Militar e sob a diretriz da “batuta” de Mauro Borges, quando este contava com seu rico corpo técnico. A partir de 1999, a nova politica imprimida aqui nas “terras goiazes”, causou consequentemente o “frisson” da fatal liquidação do futuro da Mineração no Estado. Com o fatal ‘`tiro de misericórdia”, acabou o sonho de Mauro Borges. A Mineração carrega em seu bojo uma plêiade de outras atividades alvissareiras e úteis, afim de se tocar a Ecônomia Sustentável do estado, além de abrir novas conquistas e fronteiras agregadoras de valores, tais como o Ecoturismo e o Artesanato Mineral; dentre outras. No entanto, as autoridades que liquidaram a Metago, fizeram “ouvidos moucos” aos clamores da Salvação Econômica emitidos pelos Goianos de bem, assim como pelos técnicos responsáveis e justos da área Geológica e da Mineração!!!
O ouro da região de Crixás e Goiás Velho é conhecido desde a época colonial. A evolução da exploração também do diamante e secundariamente de outros bens minerais, principalmente a esmeralda revela em muito, épocas de progresso, intercaladas com períodos de paralizações, resultantes de diversos motivos e fatores políticos, jurídicos operacionais e estratégicos. No entanto, a questão econômica em relação à Mineração como um todo sempre predominou e perdurou sobre as outras vertentes ecônomicas, haja vista, o atendimento ao grande axioma sobre a necessidade do homem nativo de proporcionar o sustento à suas famílias e da “fixação do homem em seus local de origem”. Com isto, as regiões de Israelândia, Jaupaci, Iporá, Arenópolis, Aragarças, Fazenda Nova,Goiás Velho e Baliza, dentre outras, calcaram seus apogeus Ecônimicos balizados pelo Garimpo, como também diretamente relacionado à extração mineral como um todo. Quando cessou este apogeu, os problemas econômicos se agravaram nefastamente, reduzindo enormemente e chegando ao ponto de trazer e acelerar o desemprego à toda região, gerando assim a evasão da população e o caos econômico, impedindo tambem o progresso do Estado e particularmente prejudicando em muito o desenvolvimento de toda micro região econômica com potencial mineral e consequentemente colaborando para o inchaço de centros populacionais maiores.
Através de injunções de toda comunidade, foram num passado promissor estabelecidas Cooperativas de Garimpeiros no intuito de otimizar e pragmatizar estas atividades visando a adequação às normas legais, como também aos preceitos e condicionantes ambientais. O objetivo estatutário almejado por estas salutares Cooperativas sempre foi o de promover de maneira racional e gradual a harmonia e adequação das atividades extratoras com a preservação e incolumidade do Meio Ambiente, principalmente na extração do diamante, ouro, esmeralda e outras substâncias minerais, seguindo todas as normas e premissas legais estipuladas pelos órgãos e instituições condutoras e licênciadoras da política mineral, mas também daqueles que defendem o Meio Ambiente. Para tal existem os dogmas da Ciência. A criação do Cooperativismo na extração de áreas com vocação garimpeira (pequenos jazimentos) foi o primeiro passo voltado ao cumprimento de todas as prerrogativas, vertentes e perspectivas almejadas pela população e pelas autoridades destas comunidades, quando esta proposta fundamenta-se principalmente e sobretudo pela volta do Desenvolvimento Econômico Sustentável, da ocupação racional da mão de obra e principalmente no intuito de se cumprir a vocação regional que prima estruturalmente e principalmente pela Mineração harmônica com o meio ambiente, como também pelas normas legais e preceitos científicos!
O Senador Comunitário e Atencioso, Ronaldo Caiado, apostou no passado, todas suas fichas afim de se cumprir com veemência e dedicação todas estas sagradas prerrogativas acima expostas, haja vista, o depoimento sincero deste humilde “escrevinhador” que vos fala, ter com ele trabalhado nesta área em Goiás Velho e em todo o Oeste Goiano, principalmente na reordenação da Cooperativa dos Garimpeiros de Israelândia, Aragarças, Jaupáci, e Goiás Velho, juntamente com o saudoso e heroico Promotor Sulivan Silvetre que sobretudo almejavam em dar ocupação à centenas de pais de famílias que ansiosamente tinham em mente a materialização do sonho do sustento de suas famílias. Sonho este que soçobrou à reboque do desconhecimento, ingerências malévolas, má fé e o egoísmo de poderosos egocêntristas, que mesmo à reboque do Cooperativismo legal e tendo o apoio do Governo Federal, conquistado pelo Senador Ronaldo Caiado, não ousaram ouvir a verdade capitameadas pelas informações técnicas e legais por mim apresentadas até em hastas públicas. Mesmo assim, tivemos que adiar nosso memorável, sonho de implantar em todo o estado de Goiás o laborioso e imprescindível Garimpo Racional, bem como a exploração sustentável dos pequenos Jazimentos. Sonho este que só o breve Governo de Ronaldo Caiado poderá ressuscitar (assemelhando-se, à “Fenix”), nossa dantes e gloriosa Mineração em Território Goiano que poderá ressurgir das cinzas da destruição e a leivosia intencional!
(João José de Sousa Jr, geólogo da Amazônia, formado pela UnB em 1973, comendador do Araguaia, pesquisador das Ciências Quânticas e Filosofia Espiritualista, articulista e cronista voluntário do Diário da Manhã; Prêmio de Meio Ambiente Altamiro Moura Pacheco; ex-professor da UFMG e ex-diretor técnico da Femago e Metago; ex-assessor da Prefeitura de Goiânia e do Governo do Estado de Goiás; convidado a ser entrevistado pelo Programa do Jô Soares – atual consultor de empresas; ordenador do Aquífero Termal Caldas Novas- Rio Quente. Idealizador da Proposta do Aquífero como Patrimônio Natural da Humanidade. Ex-garimpeiro conferencista e assessor do promotor Sullivan Silvestre. E-mail: jjsjconsultoria@hotmail.com.
Zap. 99226-1789)