Brasil

Gera energia Belo Monte, gera!

Redação DM

Publicado em 21 de fevereiro de 2016 às 23:10 | Atualizado há 10 anos

Com a diferença de um dia apenas da assinatura do contrato das obras civis, 18/02/2011, a Usina Hidrelétrica Belo Monte realizou, no último dia 17/02, o primeiro giro na unidade geradora nº 01, da Casa de Força Principal, no Sítio Belo Monte. A turbina do tipo Francis tem capacidade individual de 611,11 MW e é a primeira das 24 unidades da usina. Juntas elas irão gerar 11.233,1 MW beneficiando 60 milhões de pessoas em 17 estados do Brasil.

Foi um marco relevante, apesar dos atrasos admitidos pelo empreendedor por contas de greves, invasões indígenas, o inverno amazônico, a falta de mão de obra, entre outros empecilhos. Belo Monte estará pronta para gerar energia comercialmente nas duas casas de força do empreendimento até o final de março.

O teste só foi possível porque outra etapa importante da obra foi concluída, em 13/02, o enchimento dos reservatórios Xingu e o intermediário, por meio do desvio das águas pelo canal de derivação de Belo Monte. A partir daí, foi alcançada a cota necessária para o início da operação. O enchimento começou em 24 de novembro do ano passado, quando o Ibama autorizou a emissão da Licença de Operação (LO).

A LO foi outra conquista do empreendedor, a Norte Energia, apesar da negativa da Funai e do Ministério Público Federal, que apontaram o não cumprimento de diversas condicionantes obrigatórias para a obtenção da licença.

A empresa conseguiu provar que havia cumprido a maior parte das ações de contrapartida determinadas ainda no Plano Básico Ambiental (PBA) da UHE Belo Monte e um acordo com os dois órgãos garantiu a continuidade dos trabalhos e incremento de outros. Exemplo: a entrega de mais casas do reassentamento urbano para um grupo de moradores do Igarapé Panelas. Foram construídos cinco novos bairros para beneficiar mais de três mil famílias ribeirinhas, moradores de áreas de risco.

Vale relembrar: Belo Monte é o maior empreendimento hidrelétrico 100% nacional. Com a entrada em operação da primeira unidade gerada em março, está sendo cumprido o previsto no contrato de concessão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Todas 24 unidades devem estar com capacidade total de operação até 2019.

Independente da opinião que o leitor teve ou tem deste controverso empreendimento do PAC, ele é fundamental para o incremento da matriz energética brasileira. Depois de tudo que foi investido em sua construção, não digo apenas recursos financeiros, o humano – mais de 31 mil trabalhadores de todas as regiões do País, intercalando turnos de 24 horas; uma cidade sendo reestruturada para receber esse contingente – só podemos dizer: Gera energia Belo Monte, gera!

 

(Viviane Vieira de Assis Paes é consultora de Comunicação Corporativa)

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