Goiás continuará com os 76 colégios militares.
Redação DM
Publicado em 14 de julho de 2023 às 14:52 | Atualizado há 3 anos
Uma onda de fake news tomou conta das redes sociais goianas após o Governo Federal anunciar que descontinuará o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). Diversas mensagens encaminhadas para a redação do DM tratavam das escolas militares. O temor era um só: o fim das escolas militares goianas, pioneiras neste sistema.
Para aplacar a apreensão, em um comunicado divulgado na quinta-feira,13, o governador Ronaldo Caiado tranquilizou a população sobre a decisão do governo federal. Caiado garantiu que Goiás não será afetado pela medida e deve ampliar o número de escolas.
“Cuidamos para que essas escolas cívico-militares fossem transformadas em colégios militares do nosso estado. Essa decisão já foi tomada por nós porque reconhecemos a eficiência desses colégios. Portanto, nada muda, está tudo resolvido. Goiás está na vanguarda”, esclareceu Caiado.
Segundo Caiado, a decisão de encerrar o programa não terá impacto na operação dos Colégios Estaduais da Polícia Militar de Goiás (CEPMG).
Os recursos que garantem o funcionamento das escolas tinham origens diferentes: escolas cívico-militares eram mantidas com recursos dos ministérios da Educação e da Defesa. Por sua vez, colégios militares da Polícia Militar do Estado são administrados pelo Governo de Goiás. No caso das unidades goianas, elas possuem autonomia para desenvolver o currículo e estrutura pedagógica.
Mudança
A Secretaria de Estado da Educação rescindiu os Acordos de Cooperação Técnica das Escolas Cívico-Militares, firmados com o Ministério da Educação (MEC) ainda em janeiro de 2023.
Todas elas migraram para o modelo de CEPMG. Desta forma, o estado agora conta com 76 colégios militares.
Eficácia
Na média dos últimos cinco Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), cerca de 15% das cem escolas melhores colocadas são originárias do sistema militar – as outras são estaduais tradicionais, escolas federais e escolas técnicas.
Ministro fala sobre futuro das escolas que saem do programa
O ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou na quinta-feira,13, que não haverá fechamento das escolas que aderiram ao modelo cívico-militar do governo federal. o governo Lula (PT) anunciou nesta semana que vai interromper o programa, criado em 2019, na gestão Jair Bolsonaro (PL). Segundo Santana, o Ministério da Educação (MEC) fará o acompanhamento da transição das instituições de volta à rede regular de ensino.
O ministério disse às secretarias de Educação que as redes deverão desmobilizar os agentes das Forças Armadas envolvidos no projeto e retornar gradualmente ao formato tradicional, conforme o Estadão revelou na quarta-feira.
“Quero garantir aos estudantes das 202 escolas integrantes do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), e a seus familiares, que não haverá fechamento de unidades e tampouco prejuízo aos alunos. A descontinuidade do modelo atenderá a uma política de transição, com acompanhamento e apoio do MEC junto a estados e municípios”, escreveu Santana no Twitter.
A Casa Civil finaliza um decreto para pôr fim ao programa e fixar um prazo para que o MEC oriente as redes sobre o tema. Também no Twitter, o ministro garantiu que a transição será feita com apoio técnico e o direito dos estudantes será mantido