Brasil

Governo lança Desenrola 3.0 para comprar até R$ 150 bilhões em dívidas de famílias

Redação Online

Publicado em 26 de setembro de 2026 às 19:53 | Atualizado há 50 minutos

Presidente Lula durante anúncio do programa Desenrola 3.0 | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Presidente Lula durante anúncio do programa Desenrola 3.0 | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta sexta-feira (25/09), o Desenrola 3.0, programa que prevê a compra, pela União, de até R$ 150 bilhões em dívidas de famílias brasileiras. Para isso, o governo estima gastar R$ 15 bilhões, considerando um desconto de 90% sobre o valor dos débitos adquiridos das instituições financeiras. A medida será voltada a dívidas de até R$ 10 mil de cartão de crédito, incluindo o rotativo e o parcelado, e de crédito pessoal sem consignação em folha. Os débitos deverão estar atrasados há entre dois e quatro anos e meio.

Segundo a administração do petista, o estoque total de dívidas que se enquadram nas regras é estimado em R$ 300 bilhões. A expectativa é alcançar metade desse montante. A proposta é que a União compre as carteiras de crédito dos bancos com deságio elevado e, posteriormente, faça a reestruturação das dívidas. O objetivo declarado é reduzir o comprometimento da renda das famílias e conter o superendividamento.

A previsão do governo é realizar, em novembro deste ano, um leilão para a compra das carteiras de crédito das instituições financeiras. A operação será feita pelo Tesouro Nacional ou por uma instituição financeira federal. O dinheiro obtido na operação será destinado às famílias, segundo a apresentação do programa.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a proposta permitirá retirar até R$ 150 bilhões em dívidas da carteira dos bancos. Podem ser incluídos no programa débitos de cartão de crédito rotativo ou parcelado; crédito pessoal sem consignação em folha; dívidas de até R$ 10 mil; e com atraso entre dois e quatro anos e meio. O governo estima que o universo de dívidas elegíveis some R$ 300 bilhões. A meta é atingir aproximadamente 50% desse estoque, chegando aos R$ 150 bilhões em dívidas adquiridas.


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