Granjas goianas se previnem contra gripe aviária
Redação DM
Publicado em 29 de maio de 2023 às 13:34 | Atualizado há 3 anos
Goiás, embora um Estado que detenha uma avicultura nascente, desde fevereiro quando aplica medidas de prevenção contra a gripe aviária. No Estado, as granjas de pequeno a grande porte tomam os cuidados indispensáveis. A Organização Mundial para Saúde Animal estima que, desde outubro de 2021, foram registrados mais de 42 milhões de casos de infecção por H5N1 em aves. Nesse período, 15 milhões de aves domésticas morreram em decorrência dessa gripe — e outras 193 milhões precisaram ser sacrificadas.
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), responsável pela prevenção dos riscos à saúde dos rebanhos animais e das culturas vegetais, confirma ao Diário da Manhã que cumpre o estado de emergência zoossanitária emitido pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. A medida, válida em todo o País, tem prazo de 180 dias.
O Grupo Especial de Atendimento às Enfermidades Exóticas e Emergenciais da Agrodefesa esteve reunido para conhecimento e discussão das bases legais e operacionais do Plano de Contingência elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, visando o enfrentamento da gripe aviária, caso a doença chegue ao Estado, com medidas de contenção e saneamento.
Fávaro destacou que o Brasil é reconhecido pela qualidade do seu sistema de defesa agropecuária e que o trabalho conjunto com outras pastas vai garantir a segurança no enfrentamento à gripe aviária.
“A unificação de padronização de procedimentos vai nos dar mais segurança no enfrentamento a essa crise sanitária, para que o Brasil saia dela sem nenhum maior risco comercial, nem da saúde humana para que possamos ter tranquilidade e continuar com o status de país livre de gripe aviária”, disse o ministro da Agricultura.
Altino Loyola, um dos pioneiros na criação de aves de postura em Hidrolândia, bate na tecla dos cuidados na limpeza, proibição de visita, uso do cal nos calçados ao entrar nos galpões.
Doença Contagiosa
A Organização Mundial de Saúde Animal observa que a influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta várias espécies de aves domésticas e silvestres e, ocasionalmente, mamíferos. Entre os quais ratos, gatos, cães, cavalos, suínos, bem como o homem.
A influenza aviária é uma doença de distribuição mundial, com ciclos pandêmicos ao longo dos anos, e com graves consequências ao comércio internacional de produtos avícolas. No dia 15 de maio de 2023, foi detectada pela primeira vez em território nacional, diagnosticada em aves silvestres – o que não compromete a condição do Brasil como país livre de IAAP para o comércio.
Os vírus de influenza tipo A apresentam alta capacidade de mutação e consequentemente de adaptação a novos hospedeiros. A adaptação dos vírus de influenza aviária ao homem já foi responsável por uma alta taxa de letalidade, e a possibilidade de transmissão desses vírus entre os seres humanos pode representar um alto risco para a população mundial.
Atualmente os principais fatores que contribuem para a transmissão da influenza aviária são os seguintes, segundo a OMSA:
Aves migratórias/silvestres – A exposição direta a aves silvestres infectadas é o principal fator de transmissão da IA. Estas aves atuam como hospedeiro natural e reservatório dos vírus da IA desempenhando um papel importante na evolução, manutenção e disseminação desses vírus. Essas aves normalmente apresentam infecção sem adoecer, o que lhes permite transportar o vírus a longas distâncias ao longo das rotas de migração. As principais espécies silvestres envolvidas parecem ser aves aquáticas, gaivotas e aves costeiras.
Globalização e comércio internacional – O intenso fluxo de pessoas ao redor do mundo, assim como de mercadorias, aumenta consideravelmente o risco de disseminação de doenças, incluindo a influenza aviária.
Mercados/feiras de vendas de aves vivas – Podem facilitar o contato próximo entre diferentes espécies de aves e outros animais, assim como com o homem, o que além de favorecer a transmissão, aumenta a possibilidade de recombinações genéticas entre diferentes tipos de vírus de influenza.