Homem morre em cadeira de rodas na recepção de UPA no DF
Fernando Henrique - Estágio DM
Publicado em 21 de junho de 2026 às 13:58 | Atualizado há 1 hora
Homem morreu na recepção da UPA do Recanto das Emas; circunstâncias do caso serão apuradas | Foto: Arquivo pessoal/Reprodução
Um homem em uma cadeira de rodas morreu no sábado (20) enquanto aguardava na recepção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, no Distrito Federal.
Homem que estava na recepção da unidade do Recanto das Emas não aguardava atendimento médico no momento da ocorrência, informou Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (Iges-DF). Segundo a entidade, era uma “pessoa em situação de vulnerabilidade social”.
Após a constatação da morte, a filha do homem foi comunicada e recebeu atendimento da equipe de serviço social da UPA. Imagens que circulam pelas redes sociais mostram o homem sentado em uma cadeira de rodas na recepção da UPA com braços e cabeça caídos.
Homem não tinha ficha de atendimento
Ele não possuía ficha de atendimento aberta e não havia passado por classificação de risco ou qualquer outro procedimento assistencial, informou o instituto. A entidade disse também que ele era uma pessoa conhecida das equipes e que frequentava o local com regularidade em razão da condição de vulnerabilidade social.
Vídeo que circula nas redes sociais do local mostra testemunhas tentando impedir que funcionários da UPA mexessem no corpo até a chegada da polícia. “Não vai tirar não, ele está morto, está todo mundo vendo aqui”, dizem testemunhas. “Não é para levar que a polícia está chegando”.
Outra imagem mostra que uma equipe da Polícia Militar do DF isolou a área ainda com o corpo na cadeira de rodas.
Autoridades apuram circunstâncias da morte
Por volta das 14h30, pessoas que estavam no local perceberam “uma alteração no homem e acionaram a equipe da unidade”, relata o instituto. Segundo o Iges-DF, profissionais de saúde realizaram avaliação e constataram a ausência de sinais vitais.
Em seguida, foram acionadas a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). As equipes foram responsáveis pelos procedimentos legais e pela apuração das circunstâncias do óbito.
Instituto diz que “tão logo tomou conhecimento dos fatos, adotou as providências cabíveis” para o levantamento das informações relacionadas ao caso. O Iges-DF determinou a instauração de procedimento apuratório “destinado a esclarecer, com rigor, transparência e imparcialidade, todas as circunstâncias do ocorrido.”
Iges-DF abre procedimento interno
“Iges-DF trata o episódio com absoluta seriedade”, disse por meio de nota. Entidade afirmou que reafirma seu compromisso institucional com a prestação de uma assistência segura, humanizada e de excelência à população do Distrito Federal. A busca pela verdade dos fatos e o respeito aos princípios da transparência e da responsabilidade institucional norteiam todas as medidas adotadas neste momento.”
Instituto informou ainda que seguirá “colaborando integralmente com os órgãos competentes”. Entidade afirmou que “adotará, com a celeridade necessária, todas as medidas decorrentes das conclusões apuratórias.”