IPM Educação e Polar Latam usam tecnologia para melhorar preparação para residência médica
Redação Online
Publicado em 16 de outubro de 2026 às 10:24 | Atualizado há 21 minutos
Pedro Miranda, fundador e CEO do IPM Educação, e André Bandeira, CEO da Polar Latam
Parceria prevê monitoramento de sono, recuperação e frequência cardíaca para personalizar o acompanhamento dos estudantes
Por: Meyrithania Michelly
O IPM Educação, empresa goiana do Grupo IPM, firmou parceria com a Polar para incorporar dados fisiológicos à preparação de estudantes para a residência médica. Em entrevista exclusiva ao Diário da Manhã, Pedro Miranda, fundador e CEO do IPM Educação, e André Bandeira, CEO da Polar Latam, detalharam a iniciativa, que combina tecnologia de monitoramento corporal e acompanhamento acadêmico para compreender fatores que podem influenciar o aprendizado durante meses de preparação intensiva.
O projeto prevê a distribuição da pulseira inteligente Polar Loop aos alunos da Mentoria IPM 2027. O dispositivo acompanha indicadores como sono, recuperação e frequência cardíaca. As informações poderão ser integradas ao IPM Track, tecnologia desenvolvida pelo IPM para cruzar dados fisiológicos com informações acadêmicas e pedagógicas de cada estudante, mediante autorização.
A proposta surgiu da necessidade de compreender o desempenho dos alunos para além dos resultados em provas e exercícios. A preparação para a residência médica exige uma rotina intensa de estudos, grande volume de questões e pressão constante. Nesse contexto, fatores como qualidade do sono, estresse e recuperação física podem influenciar a capacidade de concentração e retenção do conhecimento.
Segundo Pedro Miranda, a iniciativa permitirá identificar necessidades individuais e orientar mudanças na rotina de estudos. “A preparação para a residência médica exige do candidato um cuidado constante ao longo de meses de carga alta, grande volume de questões e uma sequência de provas. Para escolher a melhor trilha de aprendizado para cada aluno, precisamos ter clareza sobre como ele está dormindo, se recuperando e lidando com a pressão”, afirma.
O executivo explica que o objetivo é utilizar os indicadores para identificar tendências e oferecer suporte antes que o desgaste prejudique o rendimento. A equipe poderá analisar, por exemplo, períodos consecutivos de baixa recuperação e avaliar essas informações em conjunto com o contexto acadêmico do estudante, buscando alternativas para melhorar sua rotina.
Tecnologia aplicada ao desempenho acadêmico
Para André Bandeira, a parceria representa uma oportunidade de ampliar o uso da tecnologia da Polar para além do esporte e da atividade física. A empresa tem experiência no monitoramento fisiológico e busca aplicar essa expertise em outros contextos relacionados à saúde, ao bem-estar e ao desempenho humano.
“Estudantes submetidos a períodos prolongados de exigência cognitiva também precisam encontrar um equilíbrio entre esforço e recuperação, e acreditamos que a tecnologia pode contribuir para uma compreensão mais objetiva desse processo”, destaca Bandeira.
O Polar Loop é uma pulseira sem tela desenvolvida para acompanhar indicadores continuamente, inclusive durante o sono. Entre os recursos associados à tecnologia da Polar estão ferramentas de análise da recuperação noturna, das fases do sono e do nível de alerta ao longo do dia. No projeto, essas informações poderão contribuir para uma avaliação mais individualizada da rotina dos estudantes.
A iniciativa também busca estimular os alunos a compreenderem que o desempenho acadêmico não depende exclusivamente das horas dedicadas aos livros. A qualidade do descanso e o equilíbrio entre estudo e recuperação são aspectos considerados importantes para sustentar uma preparação prolongada.
Adesão será opcional
As pulseiras serão enviadas aos alunos a partir de novembro de 2026, junto ao kit de boas-vindas da Mentoria IPM 2027. O acesso ao IPM Track está previsto para 12 de janeiro de 2027.
O compartilhamento das informações será opcional e dependerá da autorização expressa dos estudantes. O tratamento dos dados deverá seguir as disposições da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A tecnologia não realiza diagnósticos médicos, e os indicadores serão utilizados como apoio ao acompanhamento educacional, não como substitutos de avaliações clínicas.
Inicialmente, o projeto atenderá exclusivamente aos alunos da Mentoria IPM 2027. A expectativa é avaliar os resultados e, futuramente, estudar a ampliação da iniciativa para outros programas do grupo, incluindo preparatórios para diferentes exames e concursos de alta concorrência.
