Júri do caso Henry Borel começa após cinco anos
DM Redação
Publicado em 25 de maio de 2026 às 10:47 | Atualizado há 2 meses
Cinco anos após a morte do menino Henry Borel, de 4 anos, a Justiça do Rio de Janeiro iniciou nesta segunda-feira (25) o julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros, mãe da criança. O caso é analisado pelo 2º Tribunal do Júri da capital fluminense.
Henry morreu em março de 2021, no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o menino foi vítima de agressões físicas e tortura. Jairinho responde por homicídio triplamente qualificado, enquanto Monique é acusada de omissão e participação no crime.
O julgamento ocorre após uma série de recursos e adiamentos apresentados pelas defesas dos réus. Em março deste ano, a sessão chegou a ser suspensa depois que os advogados de Jairinho abandonaram o plenário alegando falta de acesso integral às provas do processo. A juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o júri para 25 de maio.
Antes do início da nova sessão, a defesa do ex-vereador tentou novamente adiar o julgamento com pedidos relacionados a perícias e provas digitais, mas a Justiça manteve o calendário do júri.
O pai da criança, Leniel Borel, acompanha o julgamento como assistente de acusação. Em entrevista ao Poder360, afirmou esperar que os jurados considerem as provas técnicas reunidas ao longo da investigação. “Dois adultos saíram vivos e uma criança morta”, declarou.
O caso teve ampla repercussão nacional e levou à criação da chamada Lei Henry Borel, sancionada em 2022, que ampliou a proteção de crianças vítimas de violência doméstica e endureceu punições para crimes contra menores de 14 anos.