Brasil

Legado de Obama inclui nova decoração na Sala de Jantar da Casa Branca

Redação DM

Publicado em 1 de julho de 2015 às 00:15 | Atualizado há 11 anos

WASHINGTON — A Sala de Jantar da Casa Branca, espaço grandioso e histórico que já recebeu reis e rainhas, vencedores do Prêmio Nobel, famílias militares e George Clooney, não é um local em que uma nova decoração é decidida facilmente. Ainda assim, a sala está cheia de desgastes, com todos aqueles saltos Manolo cavando no tapete e os martinis derramados, acidentalmente, nas cortinas.

Depois de três anos de trabalho de Michelle Obama e do Comitê para a Preservação da Casa Branca, um novo visual foi revelado e será um legado do design nos anos de Obama.

A principal mudança está nas janelas: cortinas elegantes, suntuosamente listradas com um azul pavão, suspensas por uma espessura esculpida de postes dourados. Estas cores vão combinar muito bem, aliás, com o novo conjunto chinês em azul Kailua, inaugurado em abril.

O design das 34 novas cadeiras de mogno imponentes é inspirado em cadeiras compradas para o Salão Leste pelo presidente James Monroe, em 1818, do marceneiro William King Jr. de Georgetown. Elas são revestidas com tecido de crina de cavalo, com coloração marrom, e aparadas com colchetes de bronze. Um tapete azul-verde foi instalado em 2012, no início do projeto. Uma característica esplendidamente sutil da sala: as paredes e molduras detalhadas, artisticamente repintadas e envidraçadas em vários tons de branco para destacar a arquitetura.

Tudo somado, parece um cômodo arrasando com um impressionante vestido novo de festa.

— A sala está maravilhosa, um pouco mais simples e um pouco mais fresca — diz Michael S. Smith, designer de interiores de Obama e membro do Comitê para a Preservação da Casa Branca, que trabalhou no projeto.

— Há um monte de marcos históricos aqui. Refazer uma sala como esta nos faz sentir uma grande responsabilidade e o peso da história.

O custo do projeto — US$ 590 mil — foi coberto pela Associação História da Casa Branca Endowment Trust, um fundo para manutenção e remodelação das salas públicas da residência presidencial.

A última vez que decoraram a Sala de Jantar foi em 1998, durante a administração Clinton. Foi um esforço colaborativo de Hillary Clinton; Kaki Hockersmith, designer dos Clinton de Little Rock; Mark Hampton, designer de interiores de Nova York que trabalhou para George H.W. e Barbara Bush; e do Comité para a Preservação da Casa Branca.

Nessa reforma, as cortinas eram de seda marfim com um desenho de flores, cestas e fitas, e o carpete tinha um motivo de folhas e flores. O projeto, de US$ 341 mil, também foi pago pela Associação Histórica Endowment Trust da Casa Branca.

Depois de 17 anos, no entanto, o tapete e as cortinas estavam mostrando sinais de desgaste.

— O tecido da cortina parecia um pouco datado — diz William Allman, curador da Casa Branca — À noite, ele desaparecia, porque as paredes eram cor de pedra e a cortina era cor de pedra, também.

As cerimônias oficiais, jantares e as excursões públicas tem o seu preço.

— Este cômodo realmente é prejudicado quando as pessoas deixam cair alimentos ou álcool ou sabe-se lá o que nos pisos — diz Betty Monkman, ex-curador da Casa Branca.

Os Obama revelaram uma série de iniciativas de decoração este ano, já que sua administração se aproxima do fim.

Como muitas famílias americanas, os Obama estavam procurando idéias sobre como usar sua ultra-formal sala de jantar com mais freqüência (mesmo que, talvez, seja o último lugar no país para se sentar e jantar um filé mignon com salada).

Allman diz que eles decidiram substituir as cadeiras da administração Teddy Roosevelt porque seu tamanho era difícil de usar para o entretenimento. Elas, geralmente, eram retiradas quando havia uma refeição.

— O objetivo era fazer as cadeiras um pouco mais “amigáveis”. As novas cadeiras podem ser usadas ​​na mesa principal ou em pequenas mesas ao redor da sala — diz ele.

Smith diz que o comitê gostou da sensação patriótica causada pelo tecido da cortina.

— Nós amamos as listras, e o tecido é feito na Pensilvânia. Eles são um pouco mais ousados; eles se sentem um pouco mais especiais.

As valências, aparadas em franjas de metais preciosos, foram inspirados por projetos de livros de cortina do século 19.

— A primeira-dama tem um olho muito bom — diz Smith — Ela é sempre muito interessada ​​em duas coisas: praticidade e funcionalidade. Ela se pergunta: “Será que funciona para a Casa Branca?” e, depois, “Como isso vai funcionar para a próxima família? Será que esta é uma novidade que vai tornar a casa mais versátil para curto e longo prazo?”

O designer de interiores acrescentou:

— A primeira-dama é muito consciente de sua posição como o guardiãa da casa da América e de seu legado. Ela herdou a casa em muito boa forma da Sra. Bush e percebe seu trabalho em acrescentar e passar a casa para a próximo família.


Leia também

Siga o Diário da Manhã no Google Notícias e fique sempre por dentro

edição
do dia

Impresso do dia