Maiores multinacionais do governo Lula são PCC e Comando Vermelho, facções que comandam narcotráfico no mundo, aponta Caiado
Redação Online
Publicado em 20 de maio de 2026 às 13:53 | Atualizado há 2 meses
Caiado apresenta propostas para segurança pública e critica avanço de facções criminosas sob Governo Lula | Foto: Café com Ferri
O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, durante participação no podcast “Café com Ferri”, que as maiores multinacionais do governo Lula são o PCC e o Comando Vermelho. Segundo ele, as facções criminosas ampliaram a atuação internacional e passaram a comandar estruturas ligadas ao narcotráfico no mundo. Segundo ele, esse processo ocorreu em razão da falta de rigor no combate às estruturas e sustentou que o cenário atual projeta uma imagem negativa do Brasil no exterior. “Não foi acidente. Foi omissão. Foi complacência. Foi escolha”, pontuou.
Ao defender uma política de maior rigor na área de segurança pública, Caiado fez um paralelo entre a gestão em Goiás e as pretensões para o governo federal. O pré-candidato relembrou o compromisso assumido ao tomar posse como governador de “devolver Goiás aos goianos” e afirmou que pretende adotar postura semelhante em âmbito nacional. Segundo ele, caso alcance a Presidência da República, trabalhará para “devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, com foco no enfrentamento das organizações criminosas e no fortalecimento da sensação de segurança da população.
Ronaldo Caiado afirmou que pretende empregar as Forças Armadas no combate às facções criminosas caso alcance a Presidência da República. O pré-candidato do PSD defendeu a classificação de grupos criminosos como organizações terroristas, medida que permitiria a atuação conjunta do Exército, da Marinha e da Aeronáutica nas operações de enfrentamento.
Durante entrevista à Rádio 94 FM, em Dourados (MS), Caiado também defendeu maior participação de governadores e prefeitos na formulação das políticas públicas. O ex-governador de Goiás sustentou o conceito de “menos Brasília e mais Brasil”, com ampliação da autonomia dos estados e fortalecimento da cooperação federativa.
No campo da segurança, o pré-candidato apresentou a utilização de sistemas avançados de monitoramento por satélite para ampliar a fiscalização das fronteiras brasileiras. De acordo com Caiado, a tecnologia elevaria a capacidade de identificação e combate às rotas utilizadas pelo crime organizado.
Ao defender endurecimento das políticas de combate à criminalidade, Caiado citou medidas adotadas durante sua gestão em Goiás. Segundo ele, o uso de inteligência policial e a reformulação do sistema penitenciário produziram mudanças em regiões antes dominadas por facções criminosas.
Caiado reconheceu que enfrenta o desafio de ampliar seu nível de conhecimento entre os eleitores brasileiros. Conforme declarou, pesquisas apontaram que apenas 33% da população o conhece atualmente, fator que considera um dos principais obstáculos para a disputa presidencial de 2026.
No “Café com Ferri”, Caiado afirmou que o principal desafio da direita não consiste apenas em derrotar o presidente Lula nas urnas, mas em governar com eficiência para impedir o retorno do PT ao poder. “Não basta ganhar do Lula no segundo turno. Tem que governar de um jeito que o PT não volte mais”, declarou. O pré-candidato também citou Goiás como exemplo de gestão e afirmou que o partido perdeu força política no estado. “A vacina contra o PT é uma boa administração”, concluiu.