Megaoperação da Receita Federal fecha duas mil lojas no Brás
DM Redação
Publicado em 18 de maio de 2026 às 13:20 | Atualizado há 2 meses
Uma megaoperação da Receita Federal realizada nesta segunda-feira (18) fechou temporariamente dois centros comerciais na região do Brás, no centro de São Paulo, suspeitos de vender mercadorias falsificadas e importadas irregularmente. A ação mobilizou centenas de agentes federais, policiais militares e equipes de fiscalização.
Segundo a Receita, a operação teve como alvo lojas que comercializavam produtos pirateados, incluindo camisas da Copa do Mundo de 2026, tênis, bolsas, eletrônicos e acessórios de marcas internacionais. Os fiscais também investigam suspeitas de descaminho, contrabando e sonegação fiscal.
Os dois shoppings interditados concentram milhares de boxes e são conhecidos pelo intenso comércio popular no Brás, uma das principais regiões de compras populares do país. Durante a ação, entradas foram bloqueadas e comerciantes foram impedidos de abrir as portas. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram corredores vazios e lojas lacradas enquanto caminhões recolhiam mercadorias apreendidas.
De acordo com a Receita Federal, o objetivo da operação é combater a entrada e a distribuição de produtos falsificados no mercado brasileiro. Auditores afirmam que parte das mercadorias vinha do exterior sem recolhimento de impostos e era revendida ilegalmente em São Paulo para distribuição em diversas regiões do país.
Entre os itens encontrados estavam réplicas de uniformes de seleções que disputarão a Copa do Mundo de 2026. As peças, segundo os investigadores, imitavam modelos oficiais de marcas esportivas internacionais e eram vendidas por valores muito inferiores aos produtos originais.
A operação também teve impacto no trânsito e na rotina comercial da região. Ruas próximas aos centros de compras registraram congestionamentos e reforço policial ao longo da manhã. Comerciantes relataram surpresa com o tamanho da ação e prejuízos causados pela paralisação das atividades.
A Receita Federal informou que as mercadorias apreendidas passarão por perícia e contabilização. Os responsáveis pelas lojas poderão responder por crimes contra a propriedade intelectual, descaminho, contrabando e associação criminosa.