Meirelles fala muito…
Redação DM
Publicado em 14 de agosto de 2016 às 03:31 | Atualizado há 1 anoO ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, quando afirmou que a suspensão de reajustes dos servidores públicos estaduais por dois anos era “inegociável”, como estava contido na PEC da renegociação das dívidas dos Estados, demonstrou não conhecer nada de como funciona o nosso Parlamento. E não deu outra, na votação deste projeto na Câmara, o governo teve que ceder e retirar esta exigência. Aliás, item esse que tampouco deveria constar como contrapartida do Planalto, já que outro projeto dos mais importantes da equipe econômica, a ser votado no Congresso, vai limitar o teto de gastos também dos Estados pela inflação do ano anterior, será um tremendo imenso avanço para ajudar a recompor o ajuste fiscal. Porém, exigir que servidores públicos fiquem sem reajustes de seus proventos por dois anos é uma interferência desmedida e autoritária que poderia estrangular o orçamento familiar destes cidadãos, ainda mais com inflação no nível em que se encontra. Então por que este mesmo governo Temer contemplou todos os servidores federais com reajustes garantidos inclusive até 2019?!… Pois é, a turma do Planalto poderia ser mais esperta e não passar este carão…
(Paulo Panossian, via e-mail)
Custos Olimpíadas

Chega a ser difícil acreditar que os custos das Olimpíadas no Brasil dariam para arcar construção de 7 mil escolas ou 1.500 hospitais ou 400 mil casas populares ou milhares de quilômetros de rodovias ou ferrovias gerando outros milhares de empregos e beneficiando diretamente toda a população brasileira. Apesar de todas essas informações, a sociedade organizada brasileira permitiu e aplaudiu a decisão de investir em Olimpíadas. É publico e notório a existência de superfaturamento sobre qualquer obra pública brasileira, entretanto as obras das Olimpíadas superaram as expectativas pessimistas de altos custos e péssima qualidade. Convenhamos que deveriam ter privilegiado obras de mobilidade urbana e investido em estruturas já existentes no setor privado, dessa forma permanecendo como um legado útil e lucrativo para a cidade e o País. Considero que a sanidade passa longe de uma pessoa ou governo que deixa seus filhos ou seus governados sem casa, sem educação, sem saúde e segurança, mas fica endividado pra fazer festa.
(Daniel Marques, via e-mail)
Derrota do governo Temer

A recente aprovação do texto-base de projeto da renegociação da dívida dos Estados pela Câmara Federal, com a retirada do principal item que proibia a concessão de aumentos acima da inflação ao funcionalismo, selou uma derrota do governo Michel Temer, apesar do esforço do ministro Henrique Meirelles, tentando explicar que esse fato não irá enfraquecer o processo de ajuste fiscal planejado pela sua equipe. Segundo dizem os economistas – inclusive da própria equipe do Meirelles–, a folha de pagamento do pessoal (75% a 80% da receita) do Executivo, Legislativo e Judiciário, é a origem da enorme dívida dos Estados que vem se arrastando de longa data. E mais, a situação atual é ainda pior do que parece, pois muitos Estados e municípios, além de não respeitarem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), também não contabilizam pagamentos a terceirizados, pensões e aposentadorias, auxílio moradia etc. O governo recuou feio, e infelizmente está tentando vender a história de um modo diferente à sociedade.
(Edgard Gobbi, via e-mail)
Fala floreada
O discurso de Collor no Senado durante a votação que considerou ré a presidente afastada foi uma fala floreada que explicitou, de certa maneira, uma mágoa de injustiçado. Referiu-se aos “tempos” – afirmou que os de hoje são diferentes dos de 1992, o que é óbvio. Declarou-se vítima dos ritmos embora reconheça a uniformidade do rito. Todavia, mediante o estabelecimento de uma cadeia temporal mais longa, é permitido considerá-lo também como um dos responsáveis pela crise atual. Se tivesse tomado iniciativas parecidas com as que diz ter sugerido a Dilma, é possível que o País não estivesse vivendo o impasse de naturezas econômica e política de hoje. Nunca foi à televisão – embora diga ter orientado a presidente afastada a fazer um “mea culpa” após a reeleição – confessar o desatino criminoso que foi seu confisco à poupança. Talvez, se o tivesse feito e fosse menos arrogante com a classe política – defeito que apontou nela – a história fosse diferente e não desembocasse na situação aflitiva atual. Afinal são muitos “se’s” que fazem do seu discurso uma peça de ficção sem utilidade.
(Paulo Roberto Gotaç, via e-mail)
O PT trapaceia o eleitor

Aqui no Brasil, o PT tenta enganar seus eleitores de que a “denúncia” à comissao de direitos humanos da OEA pode suspender o impeachment. Além de não ter importância alguma, a OEA não é instância de recurso, conforme informa Claudio Humberto. Na OEA, a petista Ideli Salvatti e o marido ocupam boquinhas, onde faturam por mês US$ 18,4 mil, correspondentes a R$ 58 mil. E a pergunta que não quer calar, Temer vai tomar providências ou vai fingir que nada sabe?
(Izabel Avallone, via e-mail)