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Mendonça e ministro da Justiça discutem relação institucional com a Polícia Federal

DM Online

Publicado em 6 de agosto de 2026 às 14:15 | Atualizado há 54 minutos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e o ministro da Justiça mantiveram conversas nos bastidores sobre a relação institucional entre o Judiciário e a Polícia Federal (PF), em meio ao avanço de investigações de grande repercussão conduzidas pela corporação.

As discussões ocorrem em um momento de reorganização das equipes envolvidas em inquéritos sob relatoria de Mendonça, especialmente aqueles relacionados ao caso Banco Master. Nas últimas semanas, decisões administrativas do Ministério da Justiça envolvendo delegados cedidos ao Poder Judiciário geraram preocupação entre integrantes do STF quanto à continuidade de investigações consideradas estratégicas.

Segundo relatos de integrantes do governo e do Judiciário, o objetivo das conversas foi preservar o fluxo de cooperação entre as instituições e evitar que mudanças administrativas fossem interpretadas como interferência nas apurações conduzidas pela Polícia Federal. A interlocução buscou reforçar que a autonomia da PF e a independência do Poder Judiciário devem ser preservadas.

Desde que assumiu a relatoria dos principais inquéritos envolvendo o Banco Master, André Mendonça tem promovido reuniões periódicas com delegados responsáveis pelas investigações para acompanhar o andamento dos trabalhos e discutir aspectos técnicos e procedimentais dos processos. Fontes ligadas às investigações afirmam que esses encontros fazem parte da rotina de coordenação entre o gabinete do ministro e a equipe policial.

Nos bastidores, auxiliares do ministro sustentam que a prioridade é garantir estabilidade às equipes responsáveis pelos inquéritos e reduzir riscos de vazamentos ou descontinuidade das investigações. Em decisões recentes, Mendonça também adotou medidas para compartimentar informações sensíveis, estratégia que, segundo interlocutores, busca aumentar a segurança das apurações e preservar sua integridade.

Nem o Supremo Tribunal Federal nem o Ministério da Justiça divulgaram detalhes oficiais sobre o conteúdo das conversas. Integrantes das duas instituições, contudo, afirmam que o diálogo entre os órgãos é considerado natural diante da complexidade das investigações em andamento e da necessidade de coordenação administrativa sem prejuízo da independência funcional de cada órgão.


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