Não espere pelo amor
Redação DM
Publicado em 6 de julho de 2017 às 00:36 | Atualizado há 9 anos
“E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
(Mateus 22: 37-39)
A personalidade de uma pessoa é definida pela totalidade dos traços emocionais. Todos nós lutamos para descobrir quem realmente somos. Frequentemente, quando nos definimos, focamos no negativo ou em como nos comparamos a outras pessoas. Ninguém pode realmente defini-lo, exceto você. De qualquer forma, nesse artigo estarei abrindo meu coração que, graças ao Amor de Deus, se converteu de pedra para carne.
Em Mateus 24, capítulo que fala dos fins dos tempos, Jesus deixou claro no verso 12 que: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. E, reforçando o que Cristo disse, escrevendo a Timóteo, o apóstolo Paulo diz em 2 Timóteo 3: 1-5: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos, porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos; sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons; traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus; tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”.
Portanto, estamos testemunhando hoje, no nosso cotidiano, essa profecia se cumprir, mas felizmente a própria Palavra de Deus tem a resposta para isso: “Sendo assim, quando esses fatos começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, pois está muito perto a vossa redenção”. (Lucas 21: 28). E, mais que antes, temos que tomar cuidado com as falsas pregações, sobretudo de profetas que negam a eficácia da Bíblia, enfatizando que não devemos esperar pelo Amor. Estes aceitam glórias para si mesmos, colocando-se como semelhantes a Deus, assim como o orgulhoso Lúcifer, o Anjo de Luz, que queria sentar no lugar do Altíssimo e acabou sendo expulso dos Céus. (Isaías 14: 12-14).
Gostei muito do artigo publicado neste espaço democrático do DM e assinado pelo jornalista João Nascimento, meu amigo e conselheiro, onde ele reconhece que palavras para definir a minha pessoa é muito difícil. Mas posso afirmar aqui, com toda certeza, que, depois que aceitei Jesus como Salvador e Senhor da minha vida, deixei um cotidiano de incertezas para ser agraciado com uma “paz que excede a todo entendimento”, certo de que vale a pena viver. Uma frase do escritor austríaco Johannes Mario Simmel, o J M Simmel, define bem o que busco fazer hoje no meu dia a dia: “Enquanto estamos vivos, podemos amar”. É isso mesmo! Busco amar ao meu próximo como a mim mesmo. E acredito que estou preparado para seguir o mandamento de Cristo: “Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão”.
Estou consciente de que não posso esquecer das minhas origens, ou extinguir de minhas memórias pessoas que passaram pela minha vida. Seja por alegria ou dor! Marcas ficaram, e são elas que batizaram e está me construindo. Quero aqui reunir o meu passado, presente e futuro. Eu me vejo formado pelo passado, enxergando-me no presente, porém planejando o futuro. Não se pode apagar o passado. Pois nada mais somos, se não nosso passado inteiro concentrado num único ponto, no agora que, por sua vez nos prepara para uma única coisa: “O amanhã”.
Realmente confesso em público que um novo ciclo tem começado na minha vida. Essa é a palavra! Sei muito bem o que quero, e, com certeza, o momento está favorável. Sabemos quando uma pessoa vem para fazer história, para deixar um legado para as próximas gerações. E esse é o meu propósito! E, diante dessa nova página que está sendo escrita na minha vida, sou grato a Deus por Ele estar arrancando tudo aquilo que não faz bem para meu viver. Inclusive, colocando pessoas no meu caminho que não encontro palavras para definir os valores de cada uma delas e o quão são importantes para mim. Admito que não sou capaz de mensurar esse mistério que Deus tem para comigo, mas uma coisa posso afirmar: “Eu amo o meu próximo como a mim mesmo.” Esse é o princípio que Deus plantou e tem plantado na minha vida: o amor! E por isso tenho autoridade para declarar com todas as letras: Eu te amo! É isso mesmo, caríssimo leitor!
(Patrick Barcellos, Facebook: Patrick Barcellos; fan page: /patrickbarcellosgo; Instagram: @patrickbarcellos; Twitter: @patricbarcellos; e-mail: patrick@patrickbarcellos.com.br; Site: http://www.patrickbarcellos.com.br).